Donald Trump: presidente afirmou que a decisão do tribunal foi 'ridícula, estúpida e extremamente divisiva a nível internacional' (MANDEL NGAN/AFP)
Repórter
Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 10h48.
Última atualização em 23 de fevereiro de 2026 às 10h49.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar a Suprema Corte nesta segunda-feira, 23, após a decisão que limitou sua política tarifária.
Em publicação na rede Truth Social, o republicano classificou o entendimento do tribunal como “ridículo, estúpido e extremamente divisivo a nível internacional” — e afirmou que, na prática, a Corte ampliou seus poderes.
Na sexta-feira, a Suprema Corte americana determinou que o presidente não tem autoridade para impor tarifas gerais.
No texto divulgado nas redes sociais, Trump escreveu que a “suprema corte” — nome que afirmou que passaria a usar em letras minúsculas “por completa falta de respeito” — teria, “acidental e involuntariamente”, concedido a ele “muito mais poderes e força” do que antes da decisão.
O presidente afirmou que pode utilizar licenças para adotar medidas “absolutamente ‘terríveis’” contra países estrangeiros, especialmente aqueles que, segundo ele, “vêm NOS EXPLORANDO há muitas décadas”.
Na mesma publicação, Trump afirmou que a Corte teria aprovado todas as demais tarifas já existentes, que, segundo ele, poderiam ser usadas de forma “muito mais poderosa e desagradável, com certeza legal”, do que inicialmente.
Ele também acusou a Suprema Corte de ter feito “um grande trabalho para as pessoas erradas” e disse que os ministros deveriam “se envergonhar” — com exceção dos “Great Three”, sem detalhar a quem se referia.
O presidente ainda sugeriu que o tribunal poderia, no futuro, decidir a favor da China e de outros países em temas como cidadania por nascimento.
Ele mencionou a 14ª Emenda da Constituição dos EUA e afirmou que a Corte poderia chegar à “conclusão errada”, o que, segundo ele, tornaria outros países “felizes e ricos”.
Ao final da mensagem, Trump afirmou: “Tenho um trabalho a fazer. MAKE AMERICA GREAT AGAIN!”
*Com informações da AFP