A lista inicial inclui figuras de peso como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair (GIL COHEN-MAGEN/AFP/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 17h53.
O governo israelense divulgou um comunicado neste sábado (17) afirmando que não foi consultado pelo governo dos Estados Unidos sobre a formação da Junta Executiva para Gaza, anunciada na sexta-feira pelo presidente Donald Trump.
O texto, emitido pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirma que a medida "não foi coordenada com Israel e contradiz sua política".
Em tom raramente crítico em relação ao principal aliado, Netanyahu ordenou que seu chanceler, Gideon Sa'ar, entrasse em contato imediatamente com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para tratar do assunto.
O comunicado israelense não detalhou, porém, os pontos específicos de desacordo com a composição da junta divulgada pela Casa Branca.
Segundo o governo dos EUA, o novo grupo — que será ampliado nos próximos dias — tem como missão "apoiar uma governança eficaz e a prestação dos melhores serviços que promovam a paz, a estabilidade e a prosperidade para o povo de Gaza".
A lista inicial inclui figuras de peso como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o emissário da Casa Branca Steve Witkoff, Jared Kushner (genro de Trump), o bilionário Marc Rowan, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga e diplomatas de países como Turquia, Catar, Egito e Emirados Árabes.
Em paralelo, os EUA também anunciaram a criação de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), que terá o engenheiro Ali Shaaz como chefe. A nomeação de outros membros ainda será divulgada.
De acordo com informações do jornal israelense Haaretz, Trump convidou 60 países para integrar a Junta de Paz, — órgão superior ao qual a Junta Executiva de Gaza está ligada, incluindo o Brasil —, mas Israel não foi incluído na lista.