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'Não é outra covid', diz chefe da OMS sobre surto de hantavírus em cruzeiro

Diretor-geral da OMS afirma que risco de transmissão à população de Tenerife é baixo; passageiros serão evacuados em operação isolada

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 9 de maio de 2026 às 13h36.

"Isto não é outra covid", afirmou neste sábado o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, à população de Tenerife (Espanha), a cuja costa chegará em poucas horas o cruzeiro onde foi declarado um surto de hantavírus.

"O risco atual para a saúde pública decorrente do hantavírus continua sendo baixo. Meus colegas e eu afirmamos isso sem ambiguidades, e repito agora", assegurou em uma mensagem na rede social X Tedros, que viajará hoje à ilha para comandar, junto com as autoridades regionais e nacionais, a operação sanitária de evacuação do navio.

Tedros mencionou que não é nada habitual para ele, na posição que ocupa, "escrever diretamente às pessoas de uma única comunidade, mas hoje sinto que não é apenas apropriado, mas necessário", e que, nestas circunstâncias, comunicados de imprensa ou relatórios técnicos se mostram insuficientes.

A comunicação deve ser "de humano para humano, porque eles merecem".

O diretor-geral também reconheceu que é normal que a população se preocupe porque este surto traz à memória — sobretudo quando há um navio se aproximando do litoral da ilha espanhola — a pandemia de covid-19, "que ninguém conseguiu superar totalmente".

"A dor de 2020 continua sendo real e não a minimizo nem por um momento", ressaltou o chefe da OMS, que insistiu que o risco de hantavírus para a população de Tenerife "é baixo", após assegurar que esta é uma avaliação que não é feita de forma leviana.

Além disso, acrescentou que não há passageiros com sintomas a bordo e que a vigilância sanitária na embarcação é rigorosa, com especialistas da principal agência de saúde europeia, da OMS e do governo holandês presentes e fazendo o acompanhamento necessário.

Plano detalhado de evacuação

Tedros destacou que as autoridades espanholas prepararam um plano cuidadoso e detalhado, segundo o qual os passageiros serão transferidos para terra firme no porto industrial de Granadilla, longe das áreas residenciais, em veículos lacrados e escoltados.

Eles passarão por um corredor completamente isolado e, em seguida, serão repatriados diretamente a seus países de origem, enquanto ninguém da população terá contato com eles, tampouco suas famílias.

Da mesma forma, esclareceu que a decisão de solicitar esse acolhimento ao governo espanhol não foi uma arbitrariedade da OMS, mas baseou-se no cumprimento do Regulamento Sanitário Internacional.

Este é o instrumento de cumprimento obrigatório para os Estados-membros da organização, que define os direitos e as obrigações dos países e da OMS ao responderem a eventos de saúde pública de alcance internacional.

"Segundo essas normas, deve ser identificado o porto mais próximo com capacidade médica suficiente para garantir a segurança e a dignidade daqueles que estão a bordo. Tenerife cumpriu esse critério e a Espanha o honrou", concluiu.

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