General Vladimir Padrino López: Padrino anunciou que o governo levará uma denúncia “contundente” à comunidade internacional (Valery Sharifulin/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 08h41.
Última atualização em 3 de janeiro de 2026 às 10h53.
O ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino López, acusou os Estados Unidos de protagonizarem “a mais criminosa agressão militar” contra o país e prometeu resistir à presença de tropas estrangeiras.
É o primeiro pronunciamento após a ofensiva americana que Washington diz ter resultado na captura de Nicolás Maduro.
Em vídeo transmitido na manhã deste sábado pela TV estatal, ele afirmou que “forças invasoras” atacaram o território venezuelano em Caracas e em pelo menos três estados, com mísseis e foguetes disparados de helicópteros que teriam atingido áreas civis, e disse que o governo está levantando informações sobre mortos e feridos.
🚨URGENTE - General Padrino Lopez, ministro da defesa da Venezuela, diz que a Venezuela continuará lutando e que não irá se render, afirmando ainda que, no final, vencerão pic.twitter.com/326uiiG7ng
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) January 3, 2026
Padrino enquadrou a operação dos EUA como uma tentativa de mudança de regime movida pelo interesse nos recursos estratégicos venezuelanos, muito distante, disse ele, de qualquer “suposta luta contra o narcoterrorismo”.
No pronunciamento, o ministro afirmou que a Venezuela livre e soberana “rejeita com toda a força de sua história libertária” a presença de militares estrangeiros, acusando-os de deixar “morte, dor e destruição” em seu caminho.
Padrino anunciou que o governo levará uma denúncia “contundente” à comunidade internacional e aos organismos multilaterais, pedindo a condenação de Washington pelo ataque e pela violação da soberania venezuelana.
O ministro pediu que os venezuelanos mantenham a calma, evitem o pânico e sigam os planos de defesa nacional “para os quais temos nos preparado”, apresentando a ofensiva americana como um teste à capacidade de resiliência do Estado e das Forças Armadas.
🚨 CARACAS SOB ATAQUE 🚨
💥💥💥💥💥💥💥💥💥💥💥💥Mais imagens do ataque criminoso dos EUA contra a Venezuela, uma nação soberana que nunca em hipótese alguma ameaçou a soberania dos EUA nem a segurança dos norte-americanos.
O mundo vai mudar rápido agora, principalmente na… pic.twitter.com/25oR3VrCaH
— Bruno Brezenski (@bbbrezenski) January 3, 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que o país realizou um “ataque em larga escala” contra a Venezuela e capturou o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, que teriam sido levados para fora do país
Em postagem na rede Truth Social, Trump escreveu: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, com sua esposa, capturado e levado para fora do país”.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou em mensagem de áudio transmitida pela TV estatal que o governo “não sabe o paradeiro do presidente Nicolás Maduro nem da primeira combatente Cilia Flores” e exigiu “provas imediatas de vida” de ambos.