Lula: 'A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger'. (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Repórter de Mercados
Publicado em 26 de abril de 2026 às 10h39.
Disparos durante o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, em Washington, colocou à prova o esquema de segurança do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e mobilizou autoridades federais neste domingo. A repercussão foi imediata entre líderes internacionais.
No Brasil, o presidente Lula prestou solidariedade a Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos presentes no jantar. "O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger", escreveu em sua conta oficial no X.
Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos…
— Lula (@LulaOficial) April 26, 2026
Na mesma linha, o presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o episódio como inaceitável. “A violência nunca tem lugar na democracia”, afirmou, ao manifestar apoio a Trump. O premiê espanhol Pedro Sánchez também condenou o ataque e reforçou que “a violência nunca é o caminho”, defendendo que o avanço da sociedade depende da democracia e da convivência pacífica.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, também prestou solidariedade ao presidente americano e fez um alerta sobre o ambiente político. “Nenhum ódio político pode encontrar espaço em nossas democracias”, disse, defendendo o diálogo como base do debate público.
Pela União Europeia, a chefe da diplomacia, Kaja Kallas, afirmou que a violência política não tem lugar em regimes democráticos e destacou o alívio por todos os participantes estarem seguros. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, agradeceu a rápida atuação das forças de segurança, enquanto o presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou o episódio como “profundamente preocupante”.
O caso também repercutiu na cidade de origem do suspeito. O prefeito de Torrance, George Chen, afirmou que o episódio não reflete os valores da comunidade e classificou o caso como “profundamente preocupante”. Com cerca de 150 mil habitantes, Torrance fica na região metropolitana de Los Angeles e tem perfil econômico voltado a serviços e saúde.
O incidente ocorreu no hotel Washington Hilton, onde mais de 2 mil pessoas participavam do evento. Após os tiros, Trump e integrantes do governo foram retirados às pressas do local por agentes do Serviço Secreto.
Segundo autoridades, o suspeito não chegou a ultrapassar o perímetro de segurança mais próximo ao presidente. Para o procurador-geral interino, Todd Blanche, que também estava presente, o episódio demonstrou a eficácia do sistema. “O sistema funcionou. Estávamos seguros, o presidente estava seguro”, afirmou a jornalistas da NBC.
Imagens de segurança mostram um homem correndo pelo local antes de ser perseguido por agentes. De acordo com a CBS News, entre cinco e oito disparos foram ouvidos.
Dentro do salão principal, o momento foi de tensão. Trump e a primeira-dama, Melania Trump, estavam no palco quando os estrondos foram percebidos. Em poucos segundos, agentes armados avançaram para o local enquanto convidados se protegiam sob as mesas. O evento foi interrompido e evacuado após o incidente.
Horas depois, o FBI iniciou buscas na residência de um suspeito identificado como Cole Tomas Allen, na cidade de Torrance, na Califórnia. A operação mobilizou helicópteros e bloqueou ruas da região durante a madrugada.
Segundo a polícia de Washington, o homem estava hospedado no próprio hotel do evento e portava uma espingarda, uma pistola e facas. A principal linha de investigação é de que ele tenha agido sozinho. Autoridades ainda apuram se o presidente era o alvo direto do ataque.
Em pronunciamento na Casa Branca, Trump classificou o suspeito como um “lobo solitário” e destacou a rapidez da resposta das forças de segurança. “Fomos retirados muito rapidamente. O desempenho da polícia foi muito bom”, disse.
As autoridades dos Estados Unidos identificaram o suspeito de efetuar disparos nas proximidades do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca como um homem de 31 anos da Califórnia.
Segundo informações divulgadas por veículos americanos, ele seria natural de Torrance, cidade na região de Los Angeles, e se chama Cole Tomas Allen.
De acordo com o presidente Donald Trump, o suspeito agiu sozinho e foi descrito como um “lobo solitário”. A avaliação preliminar das autoridades aponta que não há, até o momento, indícios de uma ação coordenada.
Allen tem formação acadêmica na área de tecnologia. Registros públicos e perfis profissionais mostram que ele concluiu mestrado em ciência da computação pela California State University, Dominguez Hills e se formou em engenharia mecânica pelo California Institute of Technology, em 2017.
Um professor da universidade onde estudou descreveu o ex-aluno como dedicado e participativo. Em relato à Associated Press, afirmou que Allen costumava se sentar nas primeiras fileiras, acompanhava as aulas com atenção e enviava dúvidas com frequência. O docente também disse ter ficado surpreso com a notícia.
Segundo seu currículo profissional, Allen trabalhava havia cerca de seis anos na C2 Education, empresa de preparação acadêmica para estudantes que buscam ingresso no ensino superior. Em 2024, ele foi citado como "professor do mês" em uma publicação da companhia.