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Tiroteio em evento com Trump mobiliza segurança e repercute entre líderes mundiais

Ataque em evento com mais de 2 mil pessoas levou à retirada do presidente; autoridades falam em ação isolada

Um episódio de disparos durante o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, em Washington, colocou à prova o esquema de segurança do presidente dos Estados Unidos. (Getty Images)

Um episódio de disparos durante o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, em Washington, colocou à prova o esquema de segurança do presidente dos Estados Unidos. (Getty Images)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 26 de abril de 2026 às 10h13.

Um episódio de disparos durante o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, em Washington, colocou à prova o esquema de segurança do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e mobilizou autoridades federais neste domingo. O incidente ocorreu no hotel Washington Hilton, onde mais de 2 mil pessoas participavam do evento. Após os tiros, Trump e integrantes do governo foram retirados às pressas do local por agentes do Serviço Secreto.

Segundo autoridades, o suspeito não chegou a ultrapassar o perímetro de segurança mais próximo ao presidente. Para o procurador-geral interino, Todd Blanche, que também estava presente, o episódio demonstrou a eficácia do sistema. “O sistema funcionou. Estávamos seguros, o presidente estava seguro”, afirmou a jornalistas da NBC.

Imagens de segurança mostram um homem correndo pelo local antes de ser perseguido por agentes. De acordo com a CBS News, entre cinco e oito disparos foram ouvidos.

Dentro do salão principal, o momento foi de tensão. Trump e a primeira-dama, Melania Trump, estavam no palco quando os estrondos foram percebidos. Em poucos segundos, agentes armados avançaram para o local enquanto convidados se protegiam sob as mesas. O evento foi interrompido e evacuado após o incidente.

Horas depois, o FBI iniciou buscas na residência de um suspeito identificado como Cole Tomas Allen, na cidade de Torrance, na Califórnia. A operação mobilizou helicópteros e bloqueou ruas da região durante a madrugada.

Segundo a polícia de Washington, o homem estava hospedado no próprio hotel do evento e portava uma espingarda, uma pistola e facas. A principal linha de investigação é de que ele tenha agido sozinho. Autoridades ainda apuram se o presidente era o alvo direto do ataque.

Em pronunciamento na Casa Branca, Trump classificou o suspeito como um “lobo solitário” e destacou a rapidez da resposta das forças de segurança. “Fomos retirados muito rapidamente. O desempenho da polícia foi muito bom”, disse.

Repercussão entre líderes

A repercussão foi imediata entre líderes internacionais. No Brasil, o presidente Lula prestou solidariedade a Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos presentes no jantar. "O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger", escreveu em sua conta oficial no X.

Na mesma linha, o presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o episódio como inaceitável. “A violência nunca tem lugar na democracia”, afirmou, ao manifestar apoio a Trump. O premiê espanhol Pedro Sánchez também condenou o ataque e reforçou que “a violência nunca é o caminho”, defendendo que o avanço da sociedade depende da democracia e da convivência pacífica.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, também prestou solidariedade ao presidente americano e fez um alerta sobre o ambiente político. “Nenhum ódio político pode encontrar espaço em nossas democracias”, disse, defendendo o diálogo como base do debate público.

Pela União Europeia, a chefe da diplomacia, Kaja Kallas, afirmou que a violência política não tem lugar em regimes democráticos e destacou o alívio por todos os participantes estarem seguros. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, agradeceu a rápida atuação das forças de segurança, enquanto o presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou o episódio como “profundamente preocupante”.

O caso também repercutiu na cidade de origem do suspeito. O prefeito de Torrance, George Chen, afirmou que o episódio não reflete os valores da comunidade e classificou o caso como “profundamente preocupante”. Com cerca de 150 mil habitantes, Torrance fica na região metropolitana de Los Angeles e tem perfil econômico voltado a serviços e saúde.

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