Israel e Catar retomam voos para a Copa do Mundo

A Fifa anunciou na semana passada o lançamento de voos fretados diretos durante a Copa do Mundo (20 de novembro a 18 de dezembro), mas sem dar detalhes sobre as condições dessas conexões
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Publicado em 18/11/2022 às 15:13.

Última atualização em 18/11/2022 às 15:17.

Israel e Catar, dois países sem relações diplomáticas, retomarão excepcionalmente os voos por ocasião da Copa do Mundo de futebol que começará no domingo (20) no país do Golfo, informou a companhia aérea Tusair à AFP nesta sexta-feira (18).

A Fifa anunciou na semana passada o lançamento de voos fretados diretos durante a Copa do Mundo (20 de novembro a 18 de dezembro), mas sem dar detalhes sobre as condições dessas conexões.

Nesta sexta-feira, a companhia aérea cipriota Tusair disse à AFP que recebeu sinal verde da autoridade de aviação civil do Catar para operar seis voos diretos de Tel Aviv para Doha e outros seis na direção oposta.

O primeiro voo sairá no domingo de manhã do aeroporto Ben Gurion de Tel Aviv, disse um funcionário da companhia aérea cipriota, acrescentando que os voos serão encerrados ao final do torneio.

Além disso, uma delegação diplomática israelense desembarcou no Catar para prestar serviços consulares aos cidadãos israelenses durante a Copa do Mundo.

O Catar foi o primeiro Estado do Golfo a estabelecer relações comerciais com Israel em 1996, mas fechou o escritório comercial do Estado judaico no emirado em 2000 e as relações entre os dois países se romperam definitivamente em 2009, sob o pretexto da operação militar israelense em Gaza.

O Catar apoia o Hamas, o movimento islâmico palestino que controla o enclave de Gaza sob bloqueio israelense.

A Fifa especificou na semana passada que voos diretos entre Israel e Catar estariam disponíveis para os torcedores palestinos, uma disposição sujeita aos "padrões de segurança e capacidades operacionais israelenses".

A organização afirmou que forneceria detalhes "no devido tempo", mas as condições de acesso dos palestinos a esses voos permanecem incertas. Em condições normais, além dos moradores de Jerusalém Oriental anexada por Israel, poucos palestinos têm acesso ao aeroporto de Tel Aviv.

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