Estreito de Hormuz: bloqueio pressiona petróleo, gás e fertilizantes. (Stock/Getty Images)
Agência de Notícias
Publicado em 25 de abril de 2026 às 12h07.
As Forças Armadas do Irã advertiram neste sábado, 25, os Estados Unidos sobre as consequências de continuar com o bloqueio naval dos portos iranianos, o que qualificaram como ações de “banditismo e pirataria”, e ameaçaram dar uma resposta firme.
“Se o Exército americano agressor continuar com o bloqueio, o banditismo e a pirataria na região, deve ter a certeza de que enfrentará a resposta das poderosas Forças Armadas do Irã”, afirmou o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya em um comunicado citado pela agência de notícias iraniana "IRNA".
O órgão militar, que coordena o Exército regular iraniano com a Guarda Revolucionária, indicou que as Forças Armadas contam atualmente com “maior capacidade e preparação do que antes” para defender a soberania, o território e os interesses nacionais, e sustentou que os EUA “já experimentaram parte desse poder” durante a guerra que começou em 28 de fevereiro.
Da mesma forma, o quartel-general assegurou que o Irã mantém a vigilância sobre os movimentos de seus adversários na região e o controle do estratégico Estreito de Ormuz, advertindo que responderá com maior contundência em caso de uma nova agressão.
“Estamos preparados e decididos (...) a infligir danos ainda mais severos em caso de uma nova agressão dos inimigos americanos e sionistas”, concluiu.
Esta advertência ocorre depois que forças dos Estados Unidos interceptaram, na noite de ontem, um navio com bandeira iraniana que pretendia se dirigir a um porto da República Islâmica.
Segundo o Comando Central dos EUA, cerca de 34 navios que transitavam de ou para portos do Irã foram forçados a interromper sua marcha desde o início do bloqueio naval, em 13 de abril.
O Irã, por sua vez, mantém um controle rigoroso sobre a via marítima por onde transita 20% do petróleo mundial e, nos últimos dias, confiscou vários navios, entre eles o 'Epaminodes', apreendido na véspera pela Guarda Revolucionária “porque desobedeceu a advertências e cometeu inúmeras infrações marítimas”.