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Irã acusa EUA de preparar ofensiva terrestre e ameaça reação

Chefe do Parlamento iraniano afirma que Washington fala em diálogo enquanto planeja ataque e promete resposta a tropas no território

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 29 de março de 2026 às 09h26.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou neste domingo que os Estados Unidos estariam preparando uma ofensiva terrestre contra o país, ao mesmo tempo em que mantêm discurso público de negociação.

Segundo comunicado divulgado pela agência estatal Irna, Qalibaf disse que há uma contradição entre as mensagens diplomáticas e a estratégia militar americana. “Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeja uma ofensiva terrestre”, declarou.

O líder iraniano também ameaçou reagir caso tropas americanas entrem no território do país, afirmando que as forças locais aguardam para atacar e punir aliados regionais dos Estados Unidos.

A declaração ocorre cerca de um mês após o início da guerra em 28 de fevereiro, quando ataques aéreos conduzidos por Estados Unidos e Israel mataram o líder supremo iraniano, desencadeando um conflito que se espalhou pelo Oriente Médio.

Qalibaf pediu unidade interna e classificou o momento como uma “grande guerra global” em sua fase mais crítica. Segundo ele, o Irã tem capacidade de retaliar e fazer os Estados Unidos “se arrependerem” de uma eventual ofensiva.

De acordo com o jornal The Washington Post, que cita autoridades americanas, o Pentágono avalia operações terrestres com duração de várias semanas no Irã. As ações não configurariam uma invasão em larga escala, mas envolveriam incursões de forças especiais.

O Exército dos Estados Unidos também anunciou o envio do navio de assalto anfíbio Tripoli ao Oriente Médio, liderando um grupo com cerca de 3.500 militares.
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