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Passageiros pagam até R$ 320 por hora para evitar filas em aeroportos nos EUA

Serviço de “line sitters” cresce com crise operacional e levanta alertas sobre segurança e legalidade

Publicado em 29 de março de 2026 às 09h49.

A alta nas filas de segurança em aeroportos dos Estados Unidos levou passageiros a contratar terceiros para esperar em seu lugar antes do embarque. A prática envolve profissionais conhecidos como “line sitters”, que ocupam a posição na fila até a chegada do cliente.

O serviço ganhou força nas últimas semanas em meio a problemas operacionais na TSA, sigla em inglês para Administração de Segurança no Transporte, responsável pela triagem de passageiros nos aeroportos americanos.

Com a escassez de funcionários, filas passaram a durar horas em diferentes terminais, impulsionando a demanda por esse tipo de serviço.

Empresas e prestadores independentes passaram a oferecer a atividade mediante pagamento, que pode chegar a US$ 65 por hora, cerca de R$ 320, dependendo do aeroporto e da urgência.

Na prática, o profissional entra na fila com antecedência e aguarda até ser substituído pelo passageiro, que assume a posição pouco antes da inspeção. O modelo permite que o cliente utilize o tempo para outras atividades, como refeições ou compromissos fora do aeroporto.

“Você nunca deveria ter que escolher entre terminar uma reunião e pegar seu voo”, afirmou o empresário Steven Dial, em publicação sobre o serviço oferecido por sua empresa.

Outro exemplo é a Same Ole Line Dudes, criada em 2012 por Robert Samuel, que atua nos aeroportos de LaGuardia e JFK, em Nova York.

A empresa cobra US$ 25 por hora, com mínimo de duas horas por contratação. Em entrevista ao New York Post, Samuel detalhou o modelo de negócios e a adaptação recente para aeroportos.

Autoridades alertam para riscos e falta de autorização

Apesar da popularização, autoridades aeroportuárias não recomendam o uso do serviço. O principal ponto de preocupação é a ausência de credenciamento ou verificação dos chamados “substitutos”.

O Aeroporto de Houston informou que não endossa a prática e orienta passageiros a utilizarem apenas os sistemas oficiais de filas.

Segundo o aeroporto, passageiros que optarem por pagar terceiros para guardar lugar o fazem por conta e risco, já que esses prestadores não são autorizados.

Além das questões de segurança, há dúvidas sobre a legalidade e a ética do modelo, já que a troca de pessoas pode gerar conflitos e impactar a organização das filas.

Como alternativa, aeroportos e empresas autorizadas oferecem serviços de concierge, com acesso a filas prioritárias ou canais exclusivos de inspeção, geralmente com custo mais elevado.

A tendência, segundo especialistas, é que a prática perca força com a normalização das operações da TSA, mas o fenômeno expõe a pressão sobre o sistema aeroportuário americano.

Com informações da Agência o Globo. 

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