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Guerra no Oriente Médio chega ao 28º dia com pressão da ONU e escalada militar

Bombardeios continuam no Irã, Israel e Líbano enquanto petróleo recua com sinalização de diálogo

Guerra no Oriente Médio: conflito entra no 28º dia com pressão internacional e ofensivas simultâneas (Rabih DAHER/AFP)

Guerra no Oriente Médio: conflito entra no 28º dia com pressão internacional e ofensivas simultâneas (Rabih DAHER/AFP)

Publicado em 27 de março de 2026 às 07h03.

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã chegou ao 28º dia com pressão internacional após denúncias de ataque a civis, ampliação da presença militar americana e novos bombardeios em diferentes frentes do Oriente Médio.

O Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU pediu investigação sobre o bombardeio de uma escola em Minab, no sul do Irã, ocorrido em 28 de fevereiro, primeiro dia da ofensiva. O chefe do órgão, Volker Türk, afirmou que o ataque provocou “horror profundo” e cobrou apuração rápida, imparcial e transparente por parte dos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse que a ação foi “calculada” e resultou na morte de mais de 175 estudantes, classificando o episódio como crime de guerra. Os números não foram verificados de forma independente.

A Rússia solicitou uma reunião fechada do Conselho de Segurança da ONU para discutir os ataques contra infraestruturas civis no Irã, como escolas e unidades de saúde.

EUA avaliam envio de até 10 mil militares

Os Estados Unidos consideram enviar até 10 mil soldados adicionais ao Oriente Médio, segundo a imprensa americana, em meio a discussões sobre uma possível operação terrestre no Irã.

A movimentação ampliaria a presença militar na região e daria mais opções ao governo de Donald Trump, que afirma manter conversas indiretas com Teerã para encerrar o conflito.

Autoridades iranianas alertaram que uma ofensiva terrestre poderia ampliar a guerra, incluindo ataques a rotas estratégicas como o Estreito de Bab el-Mandeb, além do já pressionado Estreito de Ormuz.

Bombardeios continuam no Irã, Israel e Líbano

Os ataques seguiram em diversas frentes nesta sexta-feira:

  • Israel realizou uma nova onda de bombardeios “em larga escala” no centro de Teerã
  • Explosões foram registradas nos subúrbios do sul de Beirute, reduto do Hezbollah
  • O Irã lançou mísseis e drones contra Israel e países do Golfo
  • Arábia Saudita interceptou drones em seu território
  • Instalações no Bahrein e no Kuwait foram atingidas

Petróleo recua com adiamento de ultimato

Os preços do petróleo caíram após Donald Trump adiar o prazo para atacar a infraestrutura energética iraniana.

O barril do Brent era negociado próximo de US$ 106, enquanto o WTI operava perto de US$ 93. Ainda assim, os preços seguem elevados em relação ao período anterior ao conflito, refletindo o risco sobre a oferta global.

Negociações avançam com mediação do Paquistão

Os Estados Unidos afirmam que as conversas com o Irã evoluem, com mediação do Paquistão, e envolvem um plano de 15 pontos para encerrar a guerra.

Teerã, no entanto, evita classificar os contatos como negociações formais e afirma que apenas responde a mensagens enviadas por intermediários. O país já apresentou suas condições para um cessar-fogo e aguarda retorno de Washington.

*Com AFP e EFE

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