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Sobe para 85 o número de meninas mortas em ataque de Israel a escola no Irã

De acordo com o Ministério Público de Minab, citado pela agência estatal Mehr, o bombardeio atingiu a escola feminina Shajareh Tayyebeh

Nuvem de fumaça em Teerã, capital do Irã: imprensa oficial iraniana relatou explosões não apenas em Teerã, mas também em cidades como Isfahan, Tabriz e Karaj

Nuvem de fumaça em Teerã, capital do Irã: imprensa oficial iraniana relatou explosões não apenas em Teerã, mas também em cidades como Isfahan, Tabriz e Karaj

Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 15h21.

As autoridades do Irã confirmaram que subiu para 85 o número de mortos no ataque israelense a uma escola primária em Minab, no sul do país. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou o episódio como um “ato bárbaro”.

De acordo com o Ministério Público de Minab, citado pela agência estatal Mehr, o bombardeio atingiu a escola feminina Shajareh Tayyebeh, na província de Hormozgan, elevando o total de vítimas fatais para 85.

Autoridades iranianas condenaram a ofensiva, entre elas o próprio presidente, que se pronunciou publicamente pela primeira vez desde o início, nesta manhã, dos ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos contra o Irã.

“O martírio de dezenas de estudantes inocentes após o covarde ataque dos agressores americanos e sionistas contra centros civis fere o coração de todo o povo iraniano”, afirmou Pezeshkian em comunicado.

Segundo ele, “este ato bárbaro representa mais uma página sombria na longa lista de crimes cometidos pelos agressores contra esta nação, que jamais serão apagados da memória histórica do país”.

Nas primeiras horas do dia, Israel e Estados Unidos lançaram ofensivas contra alvos iranianos. Explosões foram registradas em Teerã e em cidades como Tabriz, no noroeste, e Isfahan, no centro do país. Em resposta, o Irã disparou mísseis e drones contra bases militares americanas no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de instalações militares em território israelense, segundo a Guarda Revolucionária.

A agência EFE relatou cenas de tumulto na capital iraniana, com congestionamentos provocados pelo aumento do fluxo de veículos, pais retirando filhos das escolas e filas em caixas eletrônicos. O espaço aéreo foi fechado e o acesso à internet, interrompido.

A EFE informou ainda que não conseguiu confirmar de forma independente a dimensão dos ataques na República Islâmica, onde a imprensa internacional não tem autorização para acessar ou registrar imagens nas áreas atingidas pelos bombardeios.

*Com informações da EFE

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