China aplica sobretaxa de 55% sobre carne bovina brasileira após o Brasil atingir a cota anual de importação em 2026 (Freepik)
Repórter
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 07h20.
Última atualização em 30 de setembro de 2026 às 09h23.
O governo da China cobrará, a partir desta quinta-feira, 1º de outubro, tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina do Brasil que excederem a cota anual de 1,1 milhão de toneladas. Segundo o Ministério do Comércio chinês, os embarques brasileiros atingiram o limite em 29 de setembro. A China comprou 48% da carne bovina exportada pelo Brasil em 2025.
A China começará a cobrar, a partir desta quinta-feira, 1º de outubro, uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina do Brasil que excederem a cota anual estabelecida pelo governo chinês.
A medida foi comunicada pelo Ministério do Comércio da China depois que os embarques brasileiros atingiram 100% do limite previsto para 2026.
Segundo o comunicado divulgado pela pasta, a cota brasileira foi totalmente utilizada em 29 de setembro. Pelas regras da salvaguarda, a sobretaxa passa a valer no terceiro dia após o país atingir o limite.
A China adotou em 2025 medidas de proteção para o mercado de carne bovina, com cotas específicas para cada país exportador. Dentro do limite, é aplicada a tarifa de importação regular. Para o volume que ultrapassa a cota, incide uma sobretaxa de 55%.
No caso do Brasil, a cota para 2026 é de cerca de 1,1 milhão de toneladas. Dentro desse volume, a tarifa de importação é de 12%. A partir do esgotamento da cota, os embarques adicionais passam a estar sujeitos à sobretaxa de 55%.
A medida não é exclusiva do Brasil. Em junho, a Austrália também atingiu sua cota anual e passou a ter a mesma sobretaxa de 55% sobre os volumes que excederam o limite estabelecido por Pequim.
A China é o principal mercado externo para a carne bovina do Brasil. Em 2025, o país asiático comprou 1,68 milhão de toneladas da proteína brasileira, equivalente a 48% do volume total exportado pelo Brasil no ano.
As vendas para a China somaram US$ 8,9 bilhões em 2025, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). No mesmo período, as exportações brasileiras de carne bovina totalizaram US$ 18,03 bilhões.
A China continua entre os principais destinos da carne brasileira em 2026. Dados oficiais do comércio exterior mostram que as exportações totais de carne bovina do Brasil somaram US$ 1,21 bilhão em agosto, com 195,7 mil toneladas embarcadas no mês.
A tarifa adicional de 55% começa a valer nesta quinta-feira, 1º de outubro. Segundo o Ministério do Comércio da China, a cota brasileira foi totalmente utilizada em 29 de setembro, e a sobretaxa entra em vigor no terceiro dia após o limite ser atingido.
A cota brasileira para 2026 é de cerca de 1,1 milhão de toneladas. Os embarques do Brasil atingiram 100% desse volume em 29 de setembro, de acordo com o Ministério do Comércio da China.
Dentro da cota anual, a China cobra a tarifa regular de importação de 12% sobre a carne bovina brasileira. Os volumes que excederem o limite ficam sujeitos à sobretaxa de 55%.
Não. A China estabeleceu cotas específicas para cada país exportador, e a Austrália também passou a pagar a sobretaxa de 55% após atingir seu limite anual em junho.
Em 2025, a China comprou 1,68 milhão de toneladas de carne bovina brasileira, o equivalente a 48% do volume exportado pelo Brasil. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), essas vendas somaram US$ 8,9 bilhões no ano.
*Com EFE