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Guerra no Irã pode adiar encontro entre Trump e Xi Jinping

Governo americano avalia que conflito no Oriente Médio pode alterar agenda da visita de Trump à China

O presidente dos EUA, Donald Trump (E), e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se ao chegarem para conversações na Base Aérea de Gimhae, localizada ao lado do Aeroporto Internacional de Gimhae, em Busan, em 30 de outubro de 2025. Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping buscarão uma trégua em sua contundente guerra comercial em 30 de outubro, com o presidente dos EUA prevendo uma "grande reunião", mas Pequim sendo mais cauteloso. (Foto de ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)
 (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

O presidente dos EUA, Donald Trump (E), e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se ao chegarem para conversações na Base Aérea de Gimhae, localizada ao lado do Aeroporto Internacional de Gimhae, em Busan, em 30 de outubro de 2025. Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping buscarão uma trégua em sua contundente guerra comercial em 30 de outubro, com o presidente dos EUA prevendo uma "grande reunião", mas Pequim sendo mais cauteloso. (Foto de ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP) (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

Publicado em 16 de março de 2026 às 11h23.

Autoridades dos Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira, 16, a reunião prevista entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da China, Xi Jinping, deve ser adiada diante da guerra contra o Irã.

A viagem de Trump à China estava prevista para ocorrer entre 31 de março e 2 de abril, apesar de Pequim ainda não ter confirmado oficialmente as datas.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em entrevista à emissora Fox News que o adiamento é uma possibilidade.

“É muito possível que a reunião seja adiada”, disse. Segundo ela, o encontro não está em risco, mas a definição depende do “momento oportuno”.

Pressão sobre aliados por Ormuz

A possibilidade de mudança na agenda ocorre enquanto Trump pressiona aliados internacionais a contribuir para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã após os ataques militares liderados pelos EUA.

O presidente americano incluiu a China entre os países que, segundo ele, deveriam ajudar a garantir a retomada do trânsito marítimo na região — rota por onde normalmente passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

Pequim mantém laços econômicos estreitos com Teerã e é o principal comprador de petróleo iraniano.

Em entrevista ao jornal Financial Times, Trump afirmou que a China também deveria colaborar com a segurança da rota.

“Acho que a China também deveria ajudar porque importa 90% de seu petróleo pelo estreito”, disse.

Segundo ele, o governo americano gostaria de receber uma resposta de Pequim antes da cúpula com Xi Jinping. Caso contrário, a viagem poderia ser adiada.

Casa Branca fala em motivos logísticos

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o encontro também pode ser postergado por razões logísticas.

Em entrevista à emissora CNBC, durante visita a Paris, ele disse que uma viagem presidencial ao exterior pode não ser conveniente em meio a um conflito militar em andamento.

“O presidente quer permanecer em Washington para coordenar o esforço de guerra, e viajar ao exterior em um momento como este pode não ser o mais conveniente”, afirmou.

Bessent também negou que um eventual adiamento esteja relacionado à exigência de Trump para que a China participe de patrulhas no estreito.

“Se por alguma razão a reunião for reagendada, será por questões logísticas”, disse.

*Com AFP

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