Redação Exame
Publicado em 15 de março de 2026 às 19h28.
Estados Unidos e China iniciaram, neste domingo, 15, uma nova rodada de consultas econômicas e comerciais na sede da OCDE, em Paris, para abordar questões como tarifas, controles tecnológicos e o comércio de minerais estratégicos, como as terras raras, e que está previsto que continue amanhã.
O encontro, liderado pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, tem também o objetivo de facilitar a viagem do presidente americano, Donald Trump, a Pequim para se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, no final de março.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, também participa das conversações, que dão sequência a uma série de rodadas realizadas no ano passado com o objetivo de aliviar as tensões que ameaçavam com um quase colapso do comércio entre as duas maiores economias do mundo.
Este encontro em Paris será exatamente a sexta rodada do mecanismo bilateral de consultas econômicas e comerciais estabelecido em maio de 2025, em Genebra, após as reuniões realizadas posteriormente em Londres, Estocolmo, Madri e Kuala Lumpur – a última delas em outubro do ano passado.
Segundo relataram à Agência EFE fontes a par das consultas, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) limitou-se a ceder suas instalações para este encontro.
Os Estados Unidos pertencem à OCDE, mas a China não está no grupo das 38 democracias que o integram, considerando-se um país em desenvolvimento, apesar de ser uma potência econômica.
A China participa da OCDE desde 1995 em diálogos e projetos conjuntos na qualidade de integrante do grupo de "Parceiros-Chave", junto com Brasil, Índia, Indonésia e África do Sul.
As conversações ocorrem em um momento de atritos comerciais e após a Suprema Corte dos EUA limitar parte do marco jurídico utilizado por Washington para impor tarifas à China, em um cenário internacional marcado também pela volatilidade energética após a eclosão da guerra contra o Irã.
Diferentes analistas políticos mostram-se céticos sobre um hipotético avanço comercial significativo nesta rodada de conversações em Paris ou na cúpula de Pequim no final do mês.
Trump tem programada uma visita à China entre 31 de março e 2 de abril, com vistas a um encontro com seu homólogo chinês, Xi Jinping, e ao possível anúncio de acordos comerciais entre ambas as potências.
Durante a visita de Estado que Trump fez à China em 2017, Washington anunciou acordos e compromissos de investimento no valor de cerca de US$ 250 bilhões.
Com EFE.