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Força naval dos EUA na Venezuela inclui navio maior que a torre Eiffel

Governo de Donald Trump pressiona o presidente Nicolás Maduro a deixar o poder

O navio de assalto anfíbio da classe Wasp USS Iwo Jima (LHD7) atracado em Ponce, Porto Rico. (Miguel J. Rodriguez Carillo/AFP)

O navio de assalto anfíbio da classe Wasp USS Iwo Jima (LHD7) atracado em Ponce, Porto Rico. (Miguel J. Rodriguez Carillo/AFP)

Publicado em 21 de dezembro de 2025 às 08h01.

A administração do presidente americano Donald Trump vem aumentando sua presença nos mares caribenhos e sul-americanos desde meados de setembro, conduzindo ataques a embarcações que os americanos acusam de serem usadas para o tráfico de drogas.

Os ataques foram altamente condenados por organizações de direitos humanos e demais países como “execuções extrajudiciais”. Washington ainda não apresentou provas de suas alegações.

Por sua vez, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acredita que Trump esteja buscando uma mudança de regime e uma tomada das reservas de petróleo do país.

Na terça-feira, 16, Trump anunciou um bloqueio naval dos "navios petroleiros sancionados" que saiam ou se dirijam à Venezuela, em uma nova escalada da sua campanha de pressão sobre Caracas.

Trump também assinalou que o destacamento naval no Mar do Caribe "apenas ficará maior", até que a Venezuela devolva "aos Estados Unidos da América todo o petróleo, a terra e outros ativos que roubaram de nós anteriormente".

Escalada militar

A escalada resulta em cada vez maior presença americana na região, que culminou com a chegada do porta-aviões USS Gerald R. Ford e de seu grupo de ataque em novembro.

O porta-aviões é o maior do mundo: com um comprimento de 337 metros, é verticalmente maior do que a Torre Eiffel. É capaz de acomodar até 90 aeronaves de diversos tipos, incluindo caças, drones e helicópteros. Todavia, opera na Venezuela com 75.

Além das aeronaves, o grupo de ataque também inclui de 4 a 6 contratorpedeiros, um tipo de navio de guerra usado para escolta e um cruzeiro de guerra, que apresenta armamentos mais pesados e um navio para a recarga de suprimentos. Há, ainda, a presença de um submarino.

Ao todo, o grupo de ataque do porta-aviões forma a maior parte da força americana, apresentando 7.500 marinheiros e fuzileiros navais, de acordo com dados do Council on Foreign Relations (CFR), think tank americano focado em política externa e relações internacionais com base em Washington.

Grupo anfíbio

As forças americanas também dispõem de um grupo de invasão anfíbia, do mar à terra. Essa divisão conta com embarcações especializadas: dentre elas está um navio de ataque anfíbio, feito para apoiar invasões – carrega todos os veículos terrestres e funciona como uma base móvel para fuzileiros e seus equipamentos.

Também conta com um navio de desembarque e um navio de transporte anfíbio, que operam de forma semelhante. O grupo dispõe de 30 aeronaves, entre helicópteros e caças, e um total de 5.000 marinheiros e fuzileiros navais.

Com Informações da AFP

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