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Argentina aprova lei que reduz maioridade penal para 14 anos

Proposta foi aprovada por 44 votos a favor, 27 contra e agora segue para sanção do presidente Javier Milei

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 18h40.

Última atualização em 27 de fevereiro de 2026 às 18h46.

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O Senado da Argentina aprovou nesta sexta-feira, 27, um projeto de lei que reduz a maioridade penal de 16 para 14 anos. A proposta foi aprovada por 44 votos a favor, 27 contra e uma abstenção e agora segue para sanção do presidente Javier Milei. O texto já havia passado pela Câmara dos Deputados.

Segundo o jornal local Clarín, o presidente defendia inicialmente a redução para 13 anos. Após negociações com aliados no Congresso, o governo fixou a idade mínima em 14 anos. A mudança integrou o acordo construído para garantir maioria no Senado.

O que prevê o projeto de lei?

De acordo com a Casa Rosada, sede do Poder Executivo argentino, adolescentes condenados deverão cumprir pena em unidades separadas das destinadas a adultos. A aplicação de prisão em regime fechado ficará restrita a crimes considerados graves, como homicídio.

O projeto altera o regime penal juvenil vigente no país e integra a agenda legislativa apresentada pelo governo federal ao Congresso neste ano.

O debate em torno do novo Regime Penal Juvenil se intensificou após o assassinato de um adolescente na província de Santa Fé, morto por outros menores. O episódio gerou repercussão nacional e levou o governo a colocar o tema na agenda do Congresso neste mês.

A proposta enfrentava obstáculos na Câmara, onde parlamentares da oposição pediam esclarecimentos sobre a fonte de recursos para viabilizar a estrutura prevista no texto. O governo informou que faria a liberação de verbas, enquanto deputados sustentaram que o montante anunciado não cobriria os custos necessários para colocar o sistema em funcionamento.

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