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EUA libera venda de petróleo russo retido após disparada de commodity

Licença permite venda de cargas embarcadas antes de 12 de março e vale até abril

Petróleo: commodity pode atingir US$ 150 por barril. (Montagem/Canva/Exame)

Petróleo: commodity pode atingir US$ 150 por barril. (Montagem/Canva/Exame)

Publicado em 13 de março de 2026 às 06h16.

O governo dos Estados Unidos autorizou temporariamente a venda de petróleo russo que permanece armazenado em navios no mar, informou na noite desta quinta-feira, 12, o Departamento do Tesouro dos EUA.

A medida ocorre em meio à disparada dos preços da commodity após os ataques de Washington e de Israel contra o Irã.

Segundo o comunicado, o Tesouro emitiu uma licença que permite a comercialização de petróleo bruto russo e derivados que tenham sido carregados em navios até 00h01 de 12 de março.

A autorização será válida até 11 de abril.

Medida busca ampliar oferta de petróleo

A decisão ocorre poucos dias depois de os Estados Unidos também terem autorizado, de forma temporária, a venda de petróleo russo que estava retido no mar para a Índia.

De acordo com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, a nova autorização tem como objetivo ampliar a oferta disponível no mercado internacional.

Segundo ele, a medida pretende “ampliar o alcance global da oferta existente” de petróleo bruto.

Apesar disso, Bessent afirmou que se trata de uma ação limitada e de curto prazo.

O secretário acrescentou que a autorização não deve gerar um benefício financeiro significativo para o governo da Rússia, já que a maior parte das receitas energéticas do país vem de impostos aplicados no momento da extração do petróleo.

O gargalo do Estreito de Hormuz

O centro da crise está no Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta.

Por ele passa cerca de um quinto de toda a produção mundial de petróleo e gás. Com o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, a região tornou-se um dos pontos mais sensíveis da geopolítica energética global.

Declarações atribuídas ao novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, reforçaram o temor no mercado. Segundo mensagens transmitidas pela televisão estatal do país, o fechamento do estreito continuará sendo usado como “instrumento de pressão”.

O bloqueio da rota e os ataques a navios elevaram o risco para o transporte de energia. Estimativas indicam que cerca de 15 milhões de barris de petróleo por dia e outros 5 milhões de barris de derivados deixaram de circular normalmente no mercado global.

Para a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), o conflito pode provocar “a maior interrupção de oferta da história do mercado global de petróleo”.

*Com EFE 

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