Governo chinês pede cessar-fogo imediato e retorno às negociações (AFP/AFP)
Redação Exame
Publicado em 1 de março de 2026 às 10h09.
A China criticou as ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e alertou para o risco de agravamento da instabilidade no Oriente Médio, além de possíveis violações do direito internacional.
Em telefonema com o chanceler russo, Sergei Lavrov, neste domingo, 1º, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que o país se opõe ao uso da força nas relações internacionais, segundo a agência estatal Xinhua. Ele classificou como "inaceitáveis" os ataques ao Irã e o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.
Cai o aiatolá, não o regime: qual será o futuro do Irã?"Os ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã durante o processo de negociação Irã-EUA são inaceitáveis", assim como "o assassinato flagrante de um líder de um Estado soberano e a incitação à mudança de regime", disse Wang, em entrevista divulgada pela Bloomberg.
O ministro afirmou que o conflito já se espalhou pelo Golfo Pérsico, aumentando o risco de empurrar o Oriente Médio para o que chamou de "abismo perigoso". Segundo ele, a China está "gravemente preocupada" com a situação e defende um cessar-fogo imediato, a retomada do diálogo e das negociações e a oposição a ações militares unilaterais sem autorização da ONU.
Irã confirma mortes líderes da cúpula de segurança após ataques a TeerãEm outra declaração, um porta-voz do governo chinês reiterou a "alta preocupação" de Pequim com os ataques e afirmou que a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã devem ser respeitadas. A China também pediu a "interrupção imediata das ações militares", a não escalada da tensão e esforços para preservar a paz e a estabilidade na região.