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Petróleo dispara e passa de US$ 100 com guerra no Irã

Brent volta ao patamar de três dígitos pela primeira vez desde 2022 após escalada no Oriente Médio e já acumula alta de até 35% em 2026

Petróleo: preço da commodity superou US$ 147 por barril em 2008.f (Getty Images/Getty Images)

Petróleo: preço da commodity superou US$ 147 por barril em 2008.f (Getty Images/Getty Images)

Publicado em 13 de março de 2026 às 05h28.

O petróleo voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril. Nesta sexta-feira, 13, o Brent, referência global da commodity, opera pouco acima desse nível, próximo das máximas registradas desde agosto de 2022.

Nos Estados Unidos, o WTI é negociado em torno de US$ 96 a US$ 97 por barril.

O movimento acontece depois de semanas de forte volatilidade no mercado de energia, com oscilações diárias que chegaram a 8% a 10% em alguns pregões recentes.

Alta acelerada em 2026

A valorização do petróleo se intensificou ao longo do ano.

No fim de 2025 e no início de 2026, o Brent era negociado entre US$ 68 e US$ 70 por barril.

Na segunda-feira, 9, a cotação havia avançado para cerca de US$ 88 a US$ 89.

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A trajetória indica uma valorização acumulada entre 30% e 35% no ano, segundo dados do mercado. 

No intervalo mais recente, o movimento ganhou força.

Em apenas um pregão, o Brent chegou a saltar 9,2%. 

Conflito no Oriente Médio pressiona oferta

O principal fator por trás da alta é a escalada do conflito no Oriente Médio.

Declarações da nova liderança iraniana defendendo a continuidade do fechamento do Estreito de Hormuz aumentaram a preocupação com interrupções na oferta global.

A passagem marítima é uma das rotas mais importantes do comércio mundial de petróleo.

Uma parcela significativa da produção do Golfo Pérsico passa pelo estreito antes de chegar aos mercados internacionais.

Restrições ao tráfego na região tendem a pressionar imediatamente os preços da commodity, especialmente em um cenário de capacidade ociosa limitada da Opep+.

Mercados globais operam com cautela

A tensão geopolítica também se reflete nos mercados financeiros. O índice global MSCI All Country World recuou cerca de 0,3%, após queda de 1,5% na sessão anterior.

Nos Estados Unidos, os futuros de ações registraram leve baixa depois que o S&P 500 caiu para o nível mais baixo desde novembro.

Investidores também reagiram à decisão do governo dos Estados Unidos de autorizar temporariamente a compra de petróleo russo carregado em navios antes de 12 de março, em uma tentativa de aliviar pressões no mercado energético.

Segundo autoridades americanas, a licença é uma medida limitada e de curto prazo, desenhada para estabilizar o mercado sem gerar benefício financeiro significativo para o governo russo.

Com o conflito se aproximando da segunda semana e sinais de prolongamento das tensões, analistas avaliam que a volatilidade nos mercados de commodities energéticas deve permanecer elevada no curto prazo.

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