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Com Ômicron, China confina 13 milhões e Europa aumenta restrições

A China aposta em uma estratégia de erradicação do vírus, especialmente a um mês e meio do início dos Jogos Olímpicos de Inverno

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Teste de covid-19 na cidade chinesa de Xi'an: restrições contra a Ômicron (AFP/AFP)

Teste de covid-19 na cidade chinesa de Xi'an: restrições contra a Ômicron (AFP/AFP)

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AFP

Publicado em 23 de dezembro de 2021 às, 07h21.

Os 13 milhões de habitantes da cidade chinesa de Xi'an iniciaram nesta quinta-feira, 23, um confinamento rígido devido a um pequeno foco de covid-19 a pouco mais de um mês dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim-2022, enquanto na Europa aumentam as restrições com a propagação da variante Ômicron.

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Apesar de registrar apenas dezenas de casos por dia, muito longe dos 100.000 do Reino Unido ou 60.000 da Espanha, a China aposta em uma estratégia de erradicação do vírus, especialmente a um mês e meio do início dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim.

Após a detecção de pouco mais de 100 casos em Xi'an, cidade conhecida pelos famosos "Guerreiros de Terracota", os 13 milhões de habitantes da localidade devem permanecer em casa a partir desta quinta-feira "exceto por motivo imperativo".

Apenas uma pessoa por casa está autorizada a sair para fazer compras a cada dois dias e todas as empresas consideradas "não essenciais" suspenderam as atividades.

A abordagem de extrema precaução permitiu ao país asiático, onde o vírus foi detectado pela primeira vez há dois anos, manter o número de pessoas infectadas com a covid-19 em pouco mais de 100.000.

O Reino Unido superou este número em apenas um dia, com um recorde de 106.000 contágios na quarta-feira. A Espanha também registrou um recorde de infecções diárias, com mais de 60.000 casos, quase metade com a variante Ômicron.

Diante dessa situação, o governo da Espanha, que tem uma das populações com maior taxa de vacinação da Europa, vai aprovar nesta quinta-feira o retorno da obrigatoriedade do uso de máscara ao ar livre, medida que foi suspensa há seis meses.

"A Ômicron está se tornando, ou já se tornou, dominante em vários países, incluindo Dinamarca, Portugal e Reino Unido, onde os números dobram a cada dia e meio a três dias, com taxas de transmissão inéditas", afirmou o doutor Hans Kluge, diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa.

Com a multiplicação de casos, os governos retomam as restrições e tentam acelerar a vacinação com as doses de reforço, assim como a imunização das crianças de 5 a 11 anos.

Menos grave, porém mais infecciosa

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou contra a ilusão de que a administração de doses de reforço seria suficiente para acabar com a pandemia de covid-19.

"Isso poderia até prolongar a pandemia ao invés de acabar com ela, ao desviar as doses disponíveis para países com altas taxas de vacinação, dando ao vírus mais possibilidades de se propagar e sofrer mutações", analisou.

Diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus

Diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus: dose de reforço sem distribuição a países mais pobres pode ser prejudicial

O caráter altamente infeccioso da nova variante pode neutralizar sua aparente menor gravidade, observada em um primeiro momento na África do Sul e agora reforçada por dois estudos britânicos, desenvolvidos na Escócia e Inglaterra.

Os estudos mostraram que as infecções com a variante Ômicron de covid-19 têm menos probabilidade de resultar em hospitalização em comparação com a variante delta

O estudo escocês indica que o risco de hospitalização com Ômicron é dois terços menos. O estudo inglês aponta uma redução de 40-45% das internações de uma noite ou mais.

"Embora a redução do risco de hospitalização com a Ômicron seja reconfortante, o risco de infecção continua extremamente alto", afirmou Azra Ghani, do Imperial College de Londres, coautor do estudo inglês.

Apesar de sua aparente menor gravidade, a rápida propagação pode aumentar a base de pessoas infectadas, o que faria com que, em números absolutos, as hospitalizações e mortes com a Ômicron fossem iguais ou maiores que com a variante delta.

100 milhões casos nas Américas

A nova variante foi detectada em 18 países e territórios das Américas, informou na quarta-feira a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), ao anunciar que o continente superou 100 milhões de casos de covid-19 desde o início da pandemia.

De acordo com os dados mais recentes da organização, na última semana houve diminuição das infecções em partes da América Central e do Sul, mas foi constatado aumento no Caribe.

Nos Estados Unidos, onde a Ômicron representa 73% dos novos contágios, a cerimônia do Oscar honorário, prevista para janeiro, foi adiada, mas a data da cerimônia principal permanece 27 de março de 2022.

A agência reguladora de medicamentos do país aprovou na quarta-feira a pílula contra a covid-19 da Pfizer que, segundo o laboratório, reduz o risco de hospitalizações e morte de pessoas em risco em 88%.

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