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Brasil planeja compra de mais 20 caças Gripen da Suécia

Nova intenção de compra expande frota que já conta com 36 aeronaves e prevê que novos jatos de combate sejam produzidos em solo nacional por meio da Embraer

Caça Gripen: Força Aérea Brasileira deve ganhar reforço significativo com novas unidades produzidas no país (Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

Caça Gripen: Força Aérea Brasileira deve ganhar reforço significativo com novas unidades produzidas no país (Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

Publicado em 4 de junho de 2026 às 13h10.

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O Ministério da Defesa sueco revelou, nesta quinta-feira, 4, que o Brasil formalizou o interesse em fechar um novo lote para a aquisição de 20 caças de combate Gripen, desenvolvidos pela companhia aeroespacial Saab.

A sinalização foi confirmada pelo ministro da Defesa da Suécia, Pål Jonson, ao lado do ministro da Defesa brasileiro, José Múcio.

De acordo com as autoridades, as futuras unidades seguirão o modelo de transferência de tecnologia e terão fabricação integral em território brasileiro, embora os valores financeiros da nova negociação e os prazos de entrega ainda não tenham sido estipulados de forma oficial.

Histórico e produção na Embraer

A nova frota planejada vai somar forças ao contrato original assinado em 2014, quando o Brasil investiu 4,5 bilhões de dólares para adquirir 36 aviões do modelo Gripen E/F.

Aquela parceria estratégica abriu as portas para a indústria nacional, estabelecendo que 15 dessas aeronaves fossem montadas diretamente na fábrica da Embraer, localizada em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.

O amadurecimento desse projeto atingiu um marco histórico recentemente, no final de março, quando a primeira unidade fabricada inteiramente no país foi apresentada ao público.

Para José Múcio, a intenção de compra de novos jatos ratifica o êxito da cooperação bilateral após anos de desafios técnicos e políticos, selando o compromisso de estreitar os laços comerciais e tecnológicos entre Brasília e Estocolmo.

Disputa de mercado e inovação tecnológica

A consolidação do caça sueco na Força Aérea Brasileira (FAB) acontece após uma longa disputa comercial iniciada na década passada. Na concorrência oficial, o projeto da Saab superou concorrentes de peso global, como o norte-americano F/A-18 Super Hornet, da Boeing, e o francês Rafale, da Dassault Aviation.

O processo licitatório de 2014 chegou a enfrentar investigações por supostas irregularidades, o que levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responder judicialmente pelo caso. Contudo, em 2021, o atual mandatário foi formalmente absolvido devido à total ausência de provas.

Além do anúncio dos novos aviões, o encontro desta quinta-feira selou a criação de um inédito centro de desenvolvimento tecnológico no Brasil. Este polo técnico será totalmente focado na criação de novos sistemas, suporte de engenharia, rotinas de manutenção e modernização contínua das aeronaves Gripen, garantindo autonomia operacional de longo prazo para as Forças Armadas brasileiras.

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