Conflito Israel-Irã: equipes de resgate atuam após bombardeio em cidade iraniana. (Foto por ALEX MITA/IRIB TV/AFP)
Repórter
Publicado em 2 de março de 2026 às 06h57.
A ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel, iniciada no sábado, deixou pelo menos 555 mortos no Irã, segundo o Crescente Vermelho iraniano.
De acordo com a entidade, 131 cidades foram atingidas pelos bombardeios em diferentes regiões do país.
Em mensagem divulgada no Telegram, o grupo humanitário afirmou que os ataques afetaram áreas urbanas e provocaram centenas de mortes.
O balanço é preliminar e pode ser atualizado à medida que equipes de resgate avancem nas áreas atingidas.
Nesta segunda-feira, 2, Israel confirmou bombardeios simultâneos contra alvos no Irã e no Líbano, incluindo posições ligadas ao Hezbollah na periferia sul de Beirute. Autoridades israelenses disseram que a operação foi uma resposta a disparos atribuídos ao grupo libanês.
No Irã, explosões foram registradas em diferentes áreas de Teerã e em cidades do oeste do país. O governo iraniano afirmou que prédios governamentais e instalações de segurança foram atingidos. Em reação, a Guarda Revolucionária do Irã disse ter lançado mísseis contra alvos em Tel Aviv, Haifa e Jerusalém Oriental.
Em comunicado, a corporação militar iraniana disse que, na “10ª onda” de ataques, houve bombardeio ao complexo governamental em Tel Aviv, além de alvos militares e de segurança em Haifa e Jerusalém Oriental.
O confronto ampliou os impactos para outros países do Golfo. Houve relatos de explosões em Doha e Dubai, além de alertas de segurança no Kuwait após a interceptação de drones. Um ataque com drone atingiu a base britânica de Akrotiri, no Chipre, sem registro de vítimas.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que a campanha militar contra alvos iranianos pode se estender por semanas. A Casa Branca disse que a operação seguirá enquanto houver objetivos militares em curso. Washington confirmou as primeiras baixas americanas da operação em uma base no Kuwait.
A escalada já afeta rotas aéreas e o tráfego marítimo no Golfo e no Estreito de Hormuz, com expectativa de impacto nos preços do petróleo e em voos internacionais na região.
*Com informações da AFP