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'Uma vitrine mundial': Por dentro da aposta da Gerdau na Fórmula 1

No quarto ano de parceria com o GP de São Paulo, companhia aposta em relacionamento e obras permanentes em Interlagos para apresentar atributos de seus produtos

Gerdau em Interlagos: parceria com o GP de São Paulo busca associar a marca a inovação, tecnologia e ao segmento premium

Gerdau em Interlagos: parceria com o GP de São Paulo busca associar a marca a inovação, tecnologia e ao segmento premium

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 5 de novembro de 2026 às 10h00.

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Como fazer uma matéria-prima ser percebida como tecnologia? A Gerdau encontrou na Fórmula 1 uma plataforma para trabalhar essa mudança de imagem. No quarto ano de parceria com o GP de São Paulo, a fabricante de aço usa a velocidade e a inovação da categoria para aproximar sua marca do segmento premium.

A estratégia parte de um desafio de comunicação: mostrar o conteúdo tecnológico de um material que costuma ser visto como commodity. Segundo Pedro Torres, diretor de Comunicação, Marca e Relações Institucionais da Gerdau, a categoria reúne atributos que a empresa pretende destacar em seus produtos e oferece uma conexão com o público brasileiro pela tradição do país no automobilismo.

“A Fórmula 1 talvez seja a plataforma de automobilismo que mais traga esses atributos de inovação e tecnologia”, afirma Torres, em entrevista à EXAME.

A companhia produz aços especiais para a indústria automotiva no Brasil e nos Estados Unidos. Esses materiais atendem a aplicações que exigem propriedades específicas de resistência e desempenho. A presença no GP funciona, assim, como uma oportunidade de apresentar características do negócio em um ambiente ligado à sua cadeia de clientes.

“Uma oportunidade de associar nossa marca a uma marca global, a uma marca posicionada no segmento premium”, diz o executivo sobre a escolha da plataforma.

O trabalho também envolve relacionamento e networking, possibilidades que Torres aponta como parte do interesse da Gerdau no evento. O executivo não informou o investimento na parceria nem detalhou indicadores de retorno em exposição de marca ou geração de negócios.

O produto como parte da experiência

Pedro Torres, diretor de Comunicação, Marca e Relações Institucionais da Gerdau. (Divulgação)

A parceria tem como um de seus eixos o uso do próprio aço na modernização de Interlagos. Para a edição deste ano, marcada para os dias 6, 7 e 8 de novembro, a companhia trabalha na reforma das cabines de segurança localizadas no entorno da pista.

As entregas se somam a intervenções realizadas desde o início da associação, em 2023. Entre elas estão estruturas fixas para transmissão audiovisual ao longo do circuito, mastros de bandeiras e estruturas de suporte ao sistema de largada. Na entrevista, Torres também destaca o pórtico de bandeirada inaugurado no ano passado.

Para a estratégia da Gerdau, essas intervenções permitem demonstrar aplicações do produto dentro do evento. Ao mesmo tempo, criam uma presença que se estende para além do fim de semana da corrida: segundo o executivo, as estruturas permanecem no autódromo e atendem às demais competições e aos eventos de entretenimento realizados no espaço.

“Todas essas nossas entregas têm como característica algo que fica de legado para o autódromo”, afirma.

Torres relaciona essa atuação à responsabilidade da empresa com um equipamento público da cidade de São Paulo. A permanência das melhorias é apresentada pela companhia como parte do valor da parceria, ao lado da projeção da marca.

Reciclagem no DNA da marca

Outro componente da presença em Interlagos é a divulgação do modelo de produção da Gerdau, que utiliza sucata metálica como matéria-prima. A empresa informa que recicla aproximadamente 10 milhões de toneladas por ano e que cerca de 70% do aço que produz vem desse material.

Segundo dados fornecidos pela companhia, sua intensidade média de emissões é de 0,86 tonelada de CO₂ equivalente por tonelada de aço produzido, considerando os escopos 1 e 2 — emissões diretas da operação e aquelas associadas à energia adquirida. O indicador se refere à produção da empresa, sem detalhamento específico do aço empregado no circuito.

Na estratégia descrita por Torres, a Fórmula 1 oferece visibilidade para essa frente do negócio e permite apresentar o aço de menor intensidade de carbono a potenciais compradores de diferentes setores.

“Uma forma também de posicionar essa nossa linha de produtos num evento que é uma vitrine mundial”, afirma.

Com a renovação, a Gerdau combina exposição, relacionamento e demonstração de produto em uma mesma plataforma. O objetivo é fazer com que os atributos associados à Fórmula 1 ajudem a contar uma história sobre o aço que vai além de sua função como matéria-prima.

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