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Startups descobrem no branding a chave para crescer com consistência

Mais do que design, a construção de marca se consolida como um ativo estratégico para crescer com consistência em um ecossistema cada vez mais competitivo

Ana Couto, CEO da agência anacouto, LAJE, Valometry e É,Faz&Fala (Divulgação)

Ana Couto, CEO da agência anacouto, LAJE, Valometry e É,Faz&Fala (Divulgação)

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 13h28.

Última atualização em 6 de janeiro de 2026 às 13h35.

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Nos últimos anos, o Brasil tem vivido uma expansão significativa do seu ecossistema de startups. A Abstartups (Associação Brasileira de Startups) estima que o país poderá alcançar a marca de 100 mil negócios desse tipo até 2035. À medida que o mercado amadurece, fica cada vez mais claro que apenas oferecer soluções inovadoras não garante crescimento sustentável. Nesse contexto, o branding ganha protagonismo, consolidando-se como um dos ativos mais estratégicos que uma startup pode desenvolver desde o primeiro dia de existência.

Embora ainda seja confundido com design ou naming, o branding é muito mais amplo. Ele não se resume à identidade visual, mas ao alinhamento entre marca, negócio e comunicação. É o que define quem a empresa “é”, o que ela “faz” e “fala”.

Quando uma startup nasce com clareza de propósito, valores e identidade, ela sai na frente: entende seus objetivos e com o que seu público se importa. Nesse sentido, a estratégia de branding funciona como um acelerador da estratégia corporativa, dá significado aos planos de negócio e fortalece a capacidade de gerar valor, resultado e impacto.

Startups têm uma vantagem que grandes corporações frequentemente invejam: agilidade. Elas conseguem tomar decisões rápidas, ajustar o rumo e incorporar novas pautas tecnológicas, sociais e ambientais com naturalidade. Quando essa capacidade está orientada por uma estratégia de marca sólida, o resultado é potente, coerente e verdadeiramente autêntico.

Startups que compreendem profundamente sua razão de existir se destacam mesmo em mercados saturados, enquanto aquelas que tratam o branding como algo secundário acabam abrindo mão de uma das maiores vantagens competitivas: crescer com consistência, e não apenas com velocidade. Toda organização possui metas e planos de negócio, e o papel do branding é justamente potencializar essas diretrizes, dando significado, clareza e vida às estratégias para que os objetivos se concretizem.

O segmento de bancos digitais é um ótimo exemplo de bom entendimento de branding. Essas fintechs nasceram com o propósito claro de eliminar a burocracia e devolver autonomia ao cliente. Seus valores foram definidos desde o primeiro dia, e foi exatamente isso que lhes permitiu redefinir o mercado. Desde 2020, o número de fintechs em operação no Brasil cresceu 77%, passando de 1.158 para 2.048 empresas em 2025, segundo levantamento da A&S Partners, consultoria especializada na estruturação de bancos digitais.

O avanço de negócios que estruturam seus pilares de branding desde o início tem despertado o interesse de organizações já maduras, que buscam novas maneiras de evoluir. O branding também funciona como uma força criativa que mexe nos ponteiros e orienta ações, estimula soluções que escapam dos formatos tradicionais, incluindo iniciativas de comunicação, produtos, serviços e propostas mais ousadas. Esse poder criativo de uma organização amplia sua capacidade de inovar e gerar narrativas que engajam tanto colaboradores quanto consumidores.

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