Marketing

Quais marcas estão liderando a atenção na conversa de O Diabo Veste Prada 2 no Brasil?

Levantamento da Winnin aponta 1 milhão de interações e 80 milhões de visualizações em ativações ligadas ao filme no Brasil

O Diabo Veste Prada 2: discussões nas redes sociais crescem com a volta do filme e impulsionam conteúdos de marcas (Reprodução/20th Century Studios)

O Diabo Veste Prada 2: discussões nas redes sociais crescem com a volta do filme e impulsionam conteúdos de marcas (Reprodução/20th Century Studios)

Juliana Pio
Juliana Pio

Editora-assistente de Marketing e Projetos Especiais

Publicado em 30 de abril de 2026 às 11h11.

A volta de O Diabo Veste Prada 2 ao centro da cultura digital tem mobilizado marcas no Brasil e gerado uma disputa por atenção nas redes sociais. Levantamento da plataforma de inteligência cultural Winnin mostra como essa conversa tem se organizado e quais empresas conseguiram transformar a presença no tema em engajamento.

De acordo com o estudo, a análise considera dados dos últimos 12 meses no Brasil, com um universo de 1 milhão de interações, 80 milhões de visualizações e 220 vídeos publicados em plataformas como YouTube, Facebook, Instagram, TikTok e Twitch. O material cruza conteúdos próprios, pagos e espontâneos ligados às ativações do filme.

Nesse cenário, a Havaianas lidera o ranking de engajamento entre as marcas que se associaram ao lançamento, com 36,7% da participação total. Na sequência aparecem Colorama, com 27%, e Cinépolis e Eudora, ambas com 13,9%. A Renner fecha o grupo com 6,2%.

O desempenho da Havaianas é atribuído a um movimento que antecede o próprio retorno do filme. A marca já vinha sendo incorporada ao universo da moda em mercados internacionais, especialmente na Europa, em conteúdos que combinam o produto com peças de alfaiataria e looks casuais. Esse reposicionamento passou a dialogar com a estética e o repertório associados ao filme.

“No filme O Diabo Veste Prada, moda e beleza encontram a cultura pop. E é essa fusão de paixões, entre pessoas, estética e repertório, que está a oportunidade para as marcas”, diz Gian Martinez, CEO da Winnin.

O levantamento identifica que a dinâmica de engajamento está ligada à atuação de criadores de conteúdo. Segundo a empresa, a retomada do filme gerou um “ecossistema de ativações”, no qual diferentes marcas passaram a disputar espaço dentro de uma narrativa já consolidada na cultura pop.

"A conversa nas redes sociais vem crescendo, porque criadores e influenciadores aproveitam o momento para reinterpretar looks, por exemplo, deixando o filme clássico e icônico se tornar uma linguagem cotidiana", diz o CEO.

Os dados também mostram que o volume de atenção não é constante. Um gráfico de relevância ao longo de dois anos indica picos recentes de interesse após o anúncio da sequência, com momentos de maior intensidade de conversas digitais. Esses picos coincidem com a circulação de conteúdos que reinterpretam cenas, figurinos e rotinas inspiradas no filme.

A análise aponta ainda que a expansão da conversa ocorre quando o conteúdo deixa de ser apenas referência e passa a ser incorporado ao cotidiano dos usuários. Nesse processo, looks, hábitos e códigos visuais são adaptados e compartilhados, ampliando o alcance das ativações.

Para a Winnin, esse movimento reforça uma mudança na forma como marcas operam em torno de fenômenos culturais. A disputa deixa de ser apenas por visibilidade e passa a envolver cada vez mais a capacidade de se inserir em narrativas já apropriadas por criadores e audiências.

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