Marketing

À la Willy Wonka, Cacau Show esconde ‘bilhetes dourados’ com prêmios em chocolates

Campanha com 1 milhão de chocolates distribui 100 experiências exclusivas no Cacau Park e combina escassez, gamificação e conversão em base de dados

Bilhete premiado da Cacau Show: campanha aposta em experiência exclusiva para consumidores. (Leandro Fonseca/Exame)

Bilhete premiado da Cacau Show: campanha aposta em experiência exclusiva para consumidores. (Leandro Fonseca/Exame)

Juliana Pio
Juliana Pio

Editora-assistente de Marketing e Projetos Especiais

Publicado em 25 de março de 2026 às 14h28.

Última atualização em 25 de março de 2026 às 14h54.

A lógica criada por Willy Wonka, no icônico A Fantástica Fábrica de Chocolate, voltou ao centro do marketing — desta vez, no varejo brasileiro. A Cacau Show lançou a campanha “Bilhete Premiado”, que insere prêmios raros dentro de produtos físicos para estimular compra, recorrência e engajamento.

A mecânica segue um princípio conhecido: poucos ganhadores, alto desejo e uma recompensa de difícil acesso. Ao todo, serão distribuídos 100 bilhetes premiados em um universo de 1 milhão de unidades dos tabletes Dreams 130g, que começam a chegar às lojas a partir de maio e ficam disponíveis enquanto durarem os estoques.

Participam da ação os sabores Mil-folhas, Mil-folhas Avelã, Torta de Morango, Pistache e o lançamento Speculoos. Os bilhetes estão inseridos de forma aleatória nos produtos, o que transforma cada compra em uma tentativa.

@xandaocacaushow

VOCÊS PEDIRAM E NÓS FIZEMOS!! 🎢🍫 Escondemos 100 bilhetes premiados em meio a 1 milhão de unidades da edição especial de Dream… 👀 Quem encontrar vai viver algo INSANO: ser o primeiro a ir comigo na maior e mais rápida montanha-russa da América Latina, a Ghost Rider, no Cacau Park! E o melhor: não precisa esperar até 2027… é AINDA ESSE ANO! Os tabletes chegam nas lojas a partir de Maio! Agora é com você… vai deixar essa passar?

♬ som original - Xandão Cacau Show

Experiência como diferencial 

O prêmio desloca o foco do produto para a experiência. Os consumidores contemplados terão acesso ao Cacau Park, empreendimento da marca em construção em Itu (SP), antes da abertura oficial. Entre os benefícios está a possibilidade de andar, em primeira mão, na que será apresentada como a maior e mais rápida montanha-russa da América Latina, acompanhados pelo CEO da empresa, Alê Costa. A experiência está prevista ainda para 2026.

Há também uma camada comercial voltada à geração de volume. Entre 11 de maio e 14 de junho, na compra de dois tabletes Dreams 130g participantes, o consumidor poderá adquiri-los por R$ 39,99, valor cerca de 20% inferior ao praticado fora da promoção. A condição é válida para os sabores Mil-folhas, Mil-folhas Avelã, Torta de Morango e Speculoos. O sabor Pistache não participa dessa mecânica.

Para resgatar o prêmio, o consumidor que encontrar um dos bilhetes precisa se cadastrar na landing page oficial da campanha. Com isso, passa a integrar a base do programa Lovers, plataforma de relacionamento da marca. Na prática, a ação transforma uma dinâmica de loja física em um canal de aquisição e retenção.

A estrutura da campanha articula três frentes: escassez, ao limitar o número de premiados; gamificação, ao transformar a compra em uma experiência de descoberta; e experiência, ao oferecer um acesso que não pode ser replicado. Ao atrelar o prêmio a um ativo proprietário, como o parque temático, a empresa amplia o alcance da ação e reforça a construção de um ecossistema de marca.

Mais do que uma promoção pontual, a iniciativa reflete um movimento recorrente no marketing: a aproximação com lógicas de fandom, em que o valor está menos no produto em si e mais na relação, na expectativa e no acesso. Ao transportar um dos mecanismos mais reconhecíveis da cultura pop para o varejo, a Cacau Show transforma o chocolate em ponto de entrada para uma experiência e em uma alavanca de dados, tráfego e desejo.

Cacau Park: quando o parque vai abrir?

Com investimento de R$ 2 bilhões, o Cacau Park é o principal projeto de expansão da Cacau Show fora do varejo e avança em ritmo acelerado no interior de São Paulo. O parque temático é tratado pela companhia como um ativo central na construção de um ecossistema que vai além do produto.

O empreendimento deve contar com cerca de 70 atrações e nasce com a proposta de ampliar o acesso ao entretenimento no país, em um mercado ainda concentrado em poucas opções e com barreiras de preço. A leitura interna é de que há uma demanda reprimida por experiências desse tipo no Brasil. Saiba mais na reportagem da EXAME.

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