IR 2026: período para declarar o Imposto de Renda vai até 29 de maio (Arte/Exame)
Repórter de finanças
Publicado em 22 de março de 2026 às 09h00.
A declaração do Imposto de Renda 2026 chegou. Nesta segunda-feira, 23, a Receita Federal liberou a entrega da documentação. Os contribuintes podem optar por preencher o formulário manualmente ou usar a versão pré-preenchida, que também é disponibilizada a partir de hoje.
Para quem quiser a modalidade manual, já pode se adiantar e ir preenchendo as informações -- entretanto, elas só poderão ser enviadas a partir de amanhã.
Mas, seja qualquer uma das opções, é fundamental reunir todos os documentos necessários, incluindo informes de rendimentos de empregadores, bancos e corretoras, comprovantes de despesas dedutíveis como saúde, educação e aluguel, além de registros de bens, dívidas, investimentos e doações.
Os informes funcionam como um “espelho” dos rendimentos obtidos pela pessoa física ao longo de um ano-calendário — no caso, 2025. E atenção: fontes pagadoras, como empregadoras ou instituições financeiras (bancos, corretoras, fintechs) precisavam enviar os documentos até 27 de fevereiro.
Caso o contribuinte não tenha recebido o informe dentro do prazo legal ou identifique erros nas informações prestadas, o primeiro passo é contatar a fonte pagadora para solicitar a entrega ou a retificação do documento.
A obrigação de enviar o informe de rendimentos decorre de Instrução Normativa da Receita Federal, e o seu descumprimento sujeita a fonte pagadora à aplicação de penalidades.
O passo a passo para fazer a declaração manual ou pelo programa da Receita é simples:
Para ter acesso a serviços mais completos — como a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda — é necessário ter uma conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro. Quem ainda está no nível bronze pode fazer o upgrade de forma relativamente simples por meio de validações adicionais de identidade.
O processo é gratuito e leva poucos minutos, mas faz diferença: contas com nível prata ou ouro têm acesso a mais serviços digitais e menos restrições — além de maior segurança no uso das informações.
Uma das principais formas de elevar a conta para o nível prata é pelo reconhecimento facial no aplicativo Gov.br. Nesse processo, o sistema compara a foto tirada pelo usuário com a base de dados da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), aumentando o grau de confiabilidade da conta.
Outra alternativa é a validação via internet banking de um banco credenciado, que confirma os dados pessoais a partir das informações já verificadas pela instituição financeira — nesse caso, pode ser necessário habilitar o recebimento de códigos por SMS no banco.
Enquanto o nível prata já permite o acesso a boa parte dos serviços, o ouro pede uma verificação com maior grau de segurança. Isso pode ser feito, principalmente, de três formas:
Além do programa para computador, a declaração também poderá ser feita pelo sistema “Meu Imposto de Renda”, acessível por celular, tablet ou navegador. A plataforma, no entanto, exige conta Gov.br nos níveis prata ou ouro.
O modelo pré-preenchido carrega automaticamente rendimentos, deduções, bens, direitos e dívidas, oferecendo mais segurança e prioridade na restituição. No entanto, embora a declaração pré-preenchida reduza o risco de erros, ela não garante que todas as informações estejam completas ou corretas. Por isso, também é necessário revisão.
A Receita Federal estima que 44 milhões de declarações sejam entregues dentro do prazo. Dentre esse número, 60% devem vir na modalidade pré-preenchida.
A declaração começa nesta segunda-feira, 23, às 8h, e vai até às 23h59 do dia 29 de maio.
Quem não entregar a declaração do Imposto de Renda dentro do prazo estará sujeito a multa, que varia de acordo com o valor do imposto devido. A penalidade mínima é de R$ 165,74, enquanto o teto pode chegar a 20% do imposto que deixaria de ser pago.
Mesmo que o contribuinte não tenha imposto a recolher, a multa mínima ainda se aplica. Além disso, o atraso aumenta o risco de acréscimos de juros e pode gerar problemas futuros junto à Receita Federal, como restrições no CPF ou dificuldades em declarações subsequentes.
Ficam obrigados a declarar quem:
No Imposto de Renda, é necessário declarar basicamente tudo que impacta seus rendimentos, bens e obrigações financeiras. Entre os principais itens estão:
Tudo que não for declarado pode gerar inconsistências e, dependendo do caso, levar a multa ou retenção da restituição.
13 de março de 2026 – publicação da Instrução Normativa nº 2.312, com as regras do imposto de renda.
19 de março de 2026 – liberação do programa gerador da declaração (PGD) para download, ainda sem transmissão.
23 de março de 2026 (8h) – início do prazo de entrega das declarações e da transmissão ao sistema da Receita. Também fica disponível a declaração pré-preenchida.
27 de março de 2026 – início do processamento das declarações enviadas.
10 de maio de 2026 – prazo final para:
optar pelo débito automático da primeira parcela,
e entrar no primeiro lote de restituição.
29 de maio de 2026 (último minuto) – prazo final para envio da declaração.
29 de maio de 2026 –
pagamento do 1º lote de restituição,
vencimento da cota única ou da primeira parcela do imposto.
Em 2026 haverá 4 lotes de restituição (uma redução em relação aos 5 lotes de 2025).
Os dois primeiros lotes, pagos em maio e junho, devem concentrar quase todos os contribuintes com direito à restituição.
O imposto devido pode ser dividido em até 8 parcelas.
A primeira parcela vence em 29 de maio, e as demais vencem no último dia útil de cada mês.