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Morgan Stanley vê ação da Amazon chegando a US$ 500 com avanço da IA

Cenário mais otimista considera forte expansão da divisão global de computação em nuvem da Amazon

Amazon: ação pode chegar a US$ 500 até o fim de 2027, segundo Morgan Stanley (Cheng Xin/Getty Images)

Amazon: ação pode chegar a US$ 500 até o fim de 2027, segundo Morgan Stanley (Cheng Xin/Getty Images)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 18 de agosto de 2026 às 08h49.

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As ações da Amazon podem chegar a US$ 500 até o fim de 2027 caso a companhia consiga acelerar o crescimento da receita da Amazon Web Services (AWS), segundo uma projeção do Morgan Stanley. O cenário mais otimista considera que essa divisão global de computação em nuvem alcance cerca de US$ 1 trilhão em receita anual na próxima década.

O preço de US$ 500 representaria uma forte valorização em relação aos níveis atuais. Na negociação do pré-mercado de Nova York nesta terça-feira, 18, os papéis (AMZN) caem 0,50%, a US$ 260,07, depois de terem fechado com recuo de 1% o último pregão.

Neste ano, porém, a ação acumula alta de cerca de 15%, enquanto a valorização em 12 meses é de, aproximadamente, 12,88%. Apesar do desempenho positivo, o papel está 8,5% abaixo do recorde de fechamento de US$ 284,02, registrado em 3 de agosto.

Já o Brazilian Depositary Receipt (BDR) da Amazon (AMZO34), recibo negociado na bolsa brasileira que permite investir nas ações da empresa em reais sem precisar abrir conta no exterior, estava cotado a R$ 67,76 no fechamento de segunda-feira, 17, quando caiu 1,45%.

AWS é peça central da projeção

Para o analista do Morgan Stanley, Brian Nowak, a AWS é o principal motor de lucro da Amazon. Ele afirmou que o caminho da divisão para atingir US$ 1 trilhão em receita pode abrir espaço para que a própria varejista alcance US$ 500 bilhões em lucro antes de juros e impostos (Ebit, em inglês).

Para chegar a US$ 1 trilhão em receita, a AWS teria de crescer cerca de 490% em relação aos atuais US$ 170 bilhões em receita anualizada, calcula o banco. As informações foram divulgadas pela Barron's.

Esse é, porém, o cenário mais otimista. A estimativa-base de Nowak aponta para uma ação a US$ 335, o que representaria alta de 28% em relação ao fechamento de sexta-feira, 14.

Capacidade de computação e IA

A expansão da inteligência artificial (IA) é central para essa conta. "Enquanto a inovação e a demanda por ferramentas de IA GenAI continuarem a crescer, ainda acreditamos que a capacidade de cada hyperscaler’s de adicionar capacidade computacional é o principal fator que impulsiona o crescimento da receita", segundo Nowak.

O Morgan Stanley estima que a Amazon esteja ampliando sua capacidade computacional em cerca de 8 gigawatts neste ano e projeta o mesmo ritmo para 2027.

A Amazon elevou, recentemente, sua previsão de gastos com IA em 2026 de US$ 200 bilhões para US$ 220 bilhões. A companhia também aumentou duas vezes neste ano os preços cobrados pelo aluguel de servidores voltados à IA.

Quanto a Amazon pode faturar

Para o Morgan Stanley, a monetização da capacidade computacional dependerá da relação entre oferta e demanda e dos preços cobrados pelo uso dessa infraestrutura, que, por sua vez, serão influenciados pela inovação dos produtos.

Atualmente, a estimativa da instituição é de que a AWS monetize cerca de US$ 8 por "watt incremental". O valor poderia chegar a US$ 12, de acordo com a análise do banco. Se esse nível de monetização for alcançado, a divisão poderia atingir US$ 1 trilhão em receita em 2035.

Neste cenário, a AWS chegaria a, aproximadamente, US$ 1 trilhão em receita e cerca de US$ 300 bilhões em Ebit entre 2034 e 2036.

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