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Toyota troca CEO e eleva projeções de lucro apesar de tarifas dos EUA

Diretor financeiro Kenta Kon assume o comando em abril; empresa prevê lucro acima das estimativas anteriores

Toyota: montadora japonesa anunciou troca no comando e revisão positiva de lucro e vendas para o ano fiscal (Kiyoshi Ota/Bloomberg /Getty Images)

Toyota: montadora japonesa anunciou troca no comando e revisão positiva de lucro e vendas para o ano fiscal (Kiyoshi Ota/Bloomberg /Getty Images)

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 07h06.

A Toyota anunciou nesta sexta-feira, 6, a nomeação de um novo CEO e revisou para cima suas projeções de lucro e vendas para o atual ano fiscal, mesmo diante do impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos.

O atual diretor financeiro Kenta Kon assumirá o cargo de CEO em 1º de abril, substituindo Koji Sato, que esteve à frente da companhia por três anos. Segundo a montadora japonesa, a mudança busca tornar a gestão mais ágil diante de um cenário econômico e geopolítico mais desafiador.

Em comunicado, a Toyota afirmou que a troca no comando tem como objetivo “acelerar a tomada de decisões da gestão em resposta às mudanças no ambiente interno e externo”.

A empresa também elevou sua projeção de lucro líquido para o ano fiscal encerrado em março. A nova estimativa é de 3,57 trilhões de ienes (cerca de US$ 22,8 bilhões), queda de 25,1% na comparação anual, mas acima da previsão anterior, de 2,93 trilhões de ienes.

Segundo a montadora, a redução no impacto das tarifas americanas foi possível graças a cortes de custos e esforços de marketing, apesar do aumento de despesas provocado pelas taxas sobre veículos importados.

As vendas globais devem crescer 4,1%, alcançando 50 trilhões de ienes, em uma leve revisão para cima. Ainda assim, a Toyota destacou que o trimestre entre setembro e dezembro registrou queda no lucro líquido e operacional, mesmo com aumento da receita, reflexo direto das tarifas.

Em janeiro, a empresa informou que as vendas globais atingiram nível recorde em 2025, permitindo à Toyota manter a liderança como maior montadora do mundo, à frente da alemã Volkswagen. O avanço ocorreu apesar da estagnação na China e das tarifas de até 25% impostas pelos EUA sobre carros japoneses, parcialmente reduzidas a partir de setembro.

*Com informações da EFE

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