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Lucro da Nvidia triplica no trimestre para US$ 58 bi e bate consenso

Fabricante de infraestrutura para inteligência artificial tem resultado histórico, com crescimento de 85% nas receitas

Nvidia: segmento de Data Center respondeu pela quase totalidade do faturamento (VCG/VCG/Getty Images)

Nvidia: segmento de Data Center respondeu pela quase totalidade do faturamento (VCG/VCG/Getty Images)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 20 de maio de 2026 às 18h00.

Última atualização em 20 de maio de 2026 às 18h06.

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A Nvidia reportou resultados históricos referentes ao seu primeiro trimestre fiscal de 2027 (fevereiro a abril de 2026), com crescimento em todas as linhas do balanço puxado pela demanda por infraestrutura de inteligência artificial.

O lucro líquido chegou a US$ 58,3 bilhões, alta de 211% na comparação anual. Esse número inclui ganhos não recorrentes de cerca de US$ 15,9 bilhões, vindos, principalmente, da valorização de investimentos em outras empresas. Excluindo esses itens, o lucro ajustado ficou em US$ 45,5 bilhões, com alta de 139%.

O lucro por ação ajustado, referência para o mercado, foi de $1,87, ante $0,78 um ano atrás, avanço de 140%. O resultado superou o consenso do mercado que previa lucro por ação de US$ 1.77.

Receita

A receita total somou US$ 81,6 bilhões, crescimento de 85% frente aos US$44,1 bilhões do mesmo período do ano anterior.

O segmento de Data Center respondeu pela quase totalidade do faturamento. Compras de chips e infraestrutura feitas por grandes provedores de nuvem pública, como AWS, Azure e Google Cloud, geraram US$37,9 bilhões em receita para a Nvidia, mais que dobrando na comparação anual. Outros $37,4 bilhões vieram de empresas constroem nuvens dedicadas a IA de uso próprio, assim como indústrias que embarcam inteligência artificial em seus processos produtivos e corporações que instalam infraestrutura de IA em seus próprios data centers, sem depender de nuvem pública. Esse segundo grupo cresceu 74% no ano.

De acordo com a companhia, todos os grandes provedores de nuvem do mundo, compraram chips Blackwell, atual geração de GPUS da Nvidia, para treinar e rodar modelos de inteligência artificial.

Despesas e Investimentos

As despesas operacionais totalizaram $7,6 bilhões, crescimento de 52% no ano. A empresa aumentou investimentos em novas plataformas, incluindo o Vera Rubin, sucessor do Blackwell, com entregas previstas a partir do terceiro trimestre deste ano fiscal.

A margem bruta chegou a 75%, salto de 14 pontos percentuais ante um ano atrás, quando a Nvidia registrou uma provisão de $4,5 bilhões por excesso de estoque do chip H20, cujas exportações para a China foram barradas pelo governo americano.

A geração de caixa livre no trimestre foi de US$48,6 bilhões no trimestre, ante US$26,1 bilhões um ano antes. A empresa devolveu US$20 bilhões aos acionistas em recompras e dividendos, aprovou um novo programa de recompra de US$80 bilhões e elevou o dividendo trimestral de $0,01 para $0,25 por ação.

Para o próximo trimestre (maio a julho de 2026), a NVIDIA projeta receita de $91 bilhões, com margem de variação de 2% para cima ou para baixo, e manutenção da margem bruta em torno de 75%. O número não considera receitas de chips para a China, mercado que permanece bloqueado por restrições de exportação impostas pelo governo americano.

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