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Serviços no Brasil, CPI nos EUA e falas do Fed: o que move os mercados

Dados de atividade e inflação dominam a agenda do dia, com atenção redobrada às sinalizações do Federal Reserve

Os mercados entram nesta terça-feira, 12 de janeiro, com uma agenda carregada no Brasil e nos Estados Unidos (gorodenkoff/Getty Images)

Os mercados entram nesta terça-feira, 12 de janeiro, com uma agenda carregada no Brasil e nos Estados Unidos (gorodenkoff/Getty Images)

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 05h30.

Os mercados entram nesta terça-feira, 12 de janeiro, com uma agenda carregada no Brasil e nos Estados Unidos, em um dia que deve ser marcado pela leitura de indicadores-chave de atividade e inflação, além de atenção redobrada aos sinais vindos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

No Brasil, o principal destaque é a divulgação, às 9h, da Pesquisa Mensal de Serviços de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Como referência, os últimos dados disponíveis do setor de serviços no Brasil, referentes a outubro, mostraram avanço de 0,3% na comparação mensal, o nono resultado positivo consecutivo. Na comparação anual, o crescimento foi de 2,2%, com o setor operando em patamar recorde, 20,1% acima do nível pré-pandemia.

Em 12 meses, porém, o ritmo de expansão desacelerou para 2,8%, o que ajuda a explicar a atenção redobrada do mercado ao dado de novembro.

Na agenda doméstica, também está previsto o leilão do Tesouro Nacional de NTN-B e LFT, às 11h45, que ajuda a calibrar as expectativas em torno da curva de juros e da demanda por títulos públicos.

Dados dos EUA e Fed no radar

Já no exterior, o foco se volta para os Estados Unidos, onde será divulgado, às 10h30, o índice de preços ao consumidor (CPI) de dezembro.

O indicador é considerado crucial para balizar as apostas do mercado sobre a trajetória da política monetária americana, especialmente após sinais recentes de desaceleração da inflação. Nos últimos dados disponíveis, o CPI mostrou alta de 0,2% na comparação mensal entre setembro e novembro, enquanto o avanço anual ficou em 2,7% em novembro, abaixo do esperado pelos analistas.

A agenda americana também inclui outros dados relevantes, como a média móvel semanal de criação de vagas no setor privado medida pelo ADP, às 10h15, as vendas de novas moradias divulgadas pela Associação Nacional de Corretores (NAR), às 12h, e o leilão de títulos do Tesouro de 30 anos, às 15h.

Além dos indicadores, os discursos de dirigentes do Federal Reserve estão no radar dos investidores. Falam ao longo do dia Thomas Barkin, presidente do Fed de Richmond, e Alberto Musalem, do Fed de St. Louis.

As declarações ganham peso adicional em meio às preocupações sobre a independência do banco central americano.

Um comunicado divulgado por ex-presidentes do Fed — Janet Yellen, Ben Bernanke e Alan Greenspan — alertou nesta segunda, 12, para os riscos à economia dos EUA diante da investigação criminal aberta pelo governo Donald Trump contra o atual presidente da instituição, Jerome Powell, classificada como uma ameaça direta à autonomia da autoridade monetária.

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