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Norovírus afeta seleções de hóquei e provoca adiamentos nas Olimpíadas de Inverno 2026

Casos envolvendo Finlândia e Suíça impactam programação do hóquei feminino em Milão-Cortina.

Finlândia tem atletas isoladas; COI diz que situação está sob controle. (picture alliance / Colaborador/Getty Images)

Finlândia tem atletas isoladas; COI diz que situação está sob controle. (picture alliance / Colaborador/Getty Images)

Ana Dayse
Ana Dayse

Colaboradora

Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 18h06.

Um surto de norovírus, com 5 casos confirmados, está afetando equipes de hóquei feminino durante as Olimpíadas de Inverno de 2026, em Milão-Cortina, e já provocou adiamentos de jogos, isolamento de atletas e medidas preventivas no Vila Olímpica.

As seleções mais impactadas até o momento são Finlândia e Suíça, segundo comunicados oficiais das organizações esportivas e do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Jogo entre Finlândia e Canadá é adiado após surto de norovírus

No dia 5 de fevereiro, a organização dos Jogos anunciou o adiamento da partida entre Finlândia e Canadá, válida pelo torneio feminino de hóquei no gelo. A decisão ocorreu após a confirmação de casos de norovírus dentro da equipe finlandesa.

Em comunicado, os organizadores afirmaram que a medida foi tomada após consulta com profissionais de saúde, priorizando a segurança e o bem-estar de atletas, comissões técnicas e demais participantes. A organização reconheceu a frustração com o adiamento, mas classificou a decisão como necessária para preservar a integridade da competição.

Os sintomas do norovírus surgem de forma súbita e incluem náuseas, vômitos, diarreia aquosa, cólicas abdominais, febre baixa, dores de cabeça e no corpo.

De acordo com a Associated Press, 13 integrantes da equipe da Finlândia estavam infectados ou em quarentena. O gerente-geral da seleção, Kimmo Oikarinen, afirmou que a situação era “desapontadora”, mas que o quadro clínico apresentava melhora progressiva.

Caso isolado atinge seleção feminina da Suíça

A Federação Suíça de Hóquei informou no sábado, dia 6, que uma atleta da seleção feminina testou positivo para norovírus, pouco depois da vitória da Suíça sobre a República Tcheca.

Segundo a entidade, a jogadora estava hospedada em quarto individual desde a chegada à Vila Olímpica, em 2 de fevereiro, e foi imediatamente isolada ao apresentar sintomas. Embora a atleta já estivesse assintomática no dia seguinte, toda a equipe suíça foi colocada em isolamento preventivo.

Como precaução, a seleção feminina da Suíça não participou da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Partidas mantidas após avaliação médica

No dia 7 de fevereiro, a federação suíça confirmou que a partida contra o Canadá seria realizada conforme o previsto, após avaliação médica indicar que nenhuma outra atleta apresentou sintomas.

O chefe médico da delegação suíça, Hanspeter Betscharat, afirmou que o período de incubação havia sido superado e que o isolamento precoce evitou uma possível cadeia de transmissão.

Atletas reforçam cuidados na Vila Olímpica

Diante dos casos confirmados, atletas de outras delegações passaram a reforçar medidas de higiene, especialmente em áreas compartilhadas da Vila Olímpica, como refeitórios e transportes internos.

Jogadoras da seleção canadense relataram aumento na frequência de lavagem das mãos, maior cautela com objetos de uso comum e a possibilidade de uso de máscaras e luvas, mesmo sem imposição de protocolos sanitários rígidos, como os adotados nos Jogos de 2022.

Comitê Olímpico descarta surto generalizado

O Comitê Olímpico Internacional afirmou que, até o momento, não há evidências de um surto generalizado de norovírus nas Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina 2026.

Segundo o diretor executivo dos Jogos, Christophe Dubi, os casos foram tratados de forma pontual e controlada. Porta-vozes do COI reforçaram que não há indicação de ligação direta entre os episódios registrados na Finlândia e na Suíça.

Surto de norovírus já aconteceu em 2018

Um surto de norovírus atingiu os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, em Pyeongchang, deixando ao menos 199 pessoas infectadas, segundo dados atualizados à época. A maioria dos casos ocorreu entre agentes de segurança, levando à retirada de cerca de 1.200 profissionais das áreas olímpicas e à substituição por militares.

Embora o vírus tenha circulado amplamente entre a equipe de apoio, os relatos de atletas afetados foram mínimos, com dois esquiadores suíços confirmados com o vírus dias após o início do surto.

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