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Nvidia pode elevar produção do chip de IA H200 com alta demanda chinesa

Chips são vendidos à China com imposto de 25%; parte do tributo fica com o governo americano

Nvidia: Alibaba e Byte Dance são potenciais compradores chineses (Antonio Bordunovi/Getty Images)

Nvidia: Alibaba e Byte Dance são potenciais compradores chineses (Antonio Bordunovi/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 12 de dezembro de 2025 às 17h52.

A Nvidia informou a clientes chineses que está avaliando a possibilidade de aumentar a capacidade de produção de seus poderosos chips de IA H200, após os pedidos terem excedido seu nível de produção atual, de acordo com fonte ouvidas pela Reuters.

A medida surge depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado na terça-feira que o governo norte-americano permitiria à Nvidia exportar os processadores H200, os seus segundos chips de IA mais rápidos, para a China, cobrando uma taxa de 25% sobre essas vendas. O republicano também afirmou que 25% do valor das vendas dos chips será pago ao governo dos Estados Unidos como parte do acordo.

A sinalização de abertura acelerou o interesse de empresas chinesas. Alibaba e ByteDance procuraram a Nvidia nesta semana para fechar encomendas de grande porte, de acordo com a Reuters. A procura é tão elevada que a empresa estuda expandir a produção para atender aos pedidos.

Nada garantido

Apesar do entusiasmo do mercado, o negócio ainda não está assegurado. O governo chinês precisa aprovar a importação dos chips, e autoridades de Pequim realizaram reuniões de emergência na quarta-feira para decidir se permitirão ou não a entrada do H200 no país.

Atualmente, a disponibilidade do chip é limitada. A Nvidia concentra seus esforços nas linhas Blackwell, mais avançada e rentável, e na futura Rubin, o que deixa o H200 com produção reduzida.

A possível ampliação do fornecimento reacende tensões no tabuleiro tecnológico entre EUA e China, ao mesmo tempo em que reforça o apetite das big techs chinesas por hardware de IA, mesmo diante de barreiras geopolíticas e custos adicionais impostos por Washington.

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