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Morgan Stanley supera expectativas com trading forte e lucra US$ 5,57 bi

Receitas com trading ficam quase US$ 1 bilhão acima do esperado e lideram desempenho no primeiro trimestre de 2026; montante equivale a US$ 3,43 por ação

Morgan Stanley: gestão de patrimônio bate recorde de receita no trimestre. (Mario Tama)

Morgan Stanley: gestão de patrimônio bate recorde de receita no trimestre. (Mario Tama)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 15 de abril de 2026 às 10h06.

Com um lucro acima do esperado no primeiro trimestre, de US$ 5,57 bilhões, o Morgan Stanley viu o peso crescente das receitas de trading em um cenário de volatilidade nos mercados globais.

O montante equivale a US$ 3,43 por ação, o o que supera a estimativa de US$ 3 por ação. A receita total também somou US$ 20,58 bilhões, acima dos US$ 19,72 bilhões esperados, segundo dados compilados pela CNBC.

Motor de receita

O principal vetor de crescimento veio das operações ligadas a mercados, em um período marcado por oscilações em ações de tecnologia e tensões geopolíticas envolvendo a guerra no Irã.

Esse ambiente elevou a demanda por proteção, liquidez e estratégias mais sofisticadas, uqe beneficia diretamente as áreas de trading do banco, de acordo com fontes consultadas pela CNBC.

Somadas, estas linhas de negócio responderam por uma parcela relevante do resultado no trimestre, adicionando quase US$ 1 bilhão em receitas além do projetado por analistas.

A receita com negociação de ações atingiu US$ 5,15 bilhões, alta de 25% em relação a igual período do ano anterior, e cerca de US$ 450 milhões acima das estimativas da StreetAccount.

Já a renda fixa somou US$ 3,36 bilhões, avanço de 29% na comparação anual e cerca de US$ 540 milhões acima do esperado, com destaque para as operações em commodities.

Crescimento se espalha

Fora das mesas de negociação, o banco também registrou expansão em áreas tradicionais, embora com desempenhos distintos. A divisão de banco de investimento gerou US$ 2,12 bilhões em receita, alta anual de 36%.

Algo que foi impulsionado pelo aumento das taxas em operações de fusões e aquisições (M&A, em inglês) concluídas, além de emissões no mercado de capitais.

Já na gestão de patrimônio, o banco alcançou um novo recorde de receita, com US$ 8,52 bilhões no trimestre, avanço de 16% na base anual, por causa da valorização dos ativos sob gestão e pelo aumento das receitas com tarifas.

O contraponto veio da gestão de investimentos, cuja receita foi de US$ 1,54 bilhão, com queda anual de 4,2% e cerca de US$ 110 milhões abaixo do esperado, com corte nos juros dos fundos privados.

Dependência de mercados

O desempenho do trimestre indica que, em um ambiente mais instável, as receitas ligadas a mercados continuam sendo um dos principais motores de crescimento para grandes bancos globais.

A instituição conseguiu capturar esse movimento, compensando áreas mais pressionadas.

A atenção dos investidores agora se volta para os próximos trimestres, em um contexto ainda marcado por incertezas geopolíticas e mudanças nas condições financeiras globais, de acordo com informações da CNBC.

A capacidade de manter o ritmo nas operações de trading e avançar em linhas mais sensíveis ao ciclo econômico, como banco de investimento, tende a ser determinante para a trajetória dos resultados.

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