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Morgan Stanley diz que entrada em cripto estava nos planos há anos

Executiva do banco afirma que entrada de bancos no setor resulta de anos de desenvolvimento de infraestrutura e adaptação regulatória

Morgan Stanley: banco administra US$ 8,9 trilhões em ativos de clientes (Jeremy Moeller/GC Images/Getty Images)

Morgan Stanley: banco administra US$ 8,9 trilhões em ativos de clientes (Jeremy Moeller/GC Images/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 24 de março de 2026 às 16h21.

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O avanço de instituições financeiras tradicionais no mercado de criptomoedas tem sido resultado de um processo gradual de modernização, segundo Amy Oldenburg, responsável pela estratégia de ativos digitais do Morgan Stanley. A executiva afirmou que o movimento não está relacionado a uma corrida motivada por receio de ficar de fora, mas sim a anos de desenvolvimento de infraestrutura.

Durante participação em um evento em Nova York, Oldenburg destacou que a integração de ativos digitais faz parte de uma transformação mais ampla do sistema financeiro. “Temos trabalhado na modernização de toda a infraestrutura financeira há anos”, afirmou.

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Estratégia em expansão

O Morgan Stanley vem ampliando sua atuação em ativos digitais em diferentes frentes, incluindo negociação, gestão de ativos e infraestrutura. Entre os planos, está o suporte à negociação de ações tokenizadas em seu sistema alternativo de negociação a partir do segundo semestre de 2026.

A instituição já oferece exposição indireta ao bitcoin por meio de produtos financeiros e, mais recentemente, passou a incluir ETFs à vista da criptomoeda em sua plataforma E*Trade. O banco também protocolou um pedido para lançar seu próprio ETF de bitcoin.

Desafios estruturais

Segundo Oldenburg, a adoção mais ampla de ativos digitais por grandes instituições foi limitada por incertezas regulatórias e preocupações com custódia, conformidade e estrutura de mercado. Esse cenário começa a mudar, permitindo uma atuação mais definida.

Ainda assim, a executiva ressaltou que a adaptação envolve desafios relevantes, especialmente na atualização de sistemas legados. “Estamos tendo que reaprender como funciona a infraestrutura existente”, disse, ao mencionar a necessidade de modernizar estruturas antigas para suportar liquidação mais rápida e negociações contínuas.

Integração global

Outro ponto destacado foi a complexidade da integração entre novos projetos e o sistema financeiro tradicional. Oldenburg afirmou que empresas do setor frequentemente subestimam a complexidade das operações bancárias.

Apesar disso, soluções como stablecoins têm ganhado espaço por oferecerem transferências mais rápidas e com menor custo. A adoção, no entanto, depende de coordenação entre diferentes participantes do sistema financeiro global.

Mesmo com oscilações nos preços de tokens, a executiva afirmou que a atividade institucional segue em crescimento. Para ela, o processo ainda está em estágio inicial, indicando que a integração entre Wall Street e o mercado cripto deve avançar de forma gradual ao longo dos próximos anos.

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