Investidores acompanham o Boletim Focus do Banco Central, que divulga projeções de inflação e juros, e os dados da balança comercial de dezembro. No radar também estão os indicadores industriais nos EUA (Germano Lüders/Exame)
Repórter
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 05h30.
Após o fechamento histórico de 2025, com alta de quase 34% do Ibovespa, o mercado brasileiro inicia a segunda-feira, 5, o segundo pregão do ano, com atenção voltada a indicadores econômicos pontuais que podem ajudar a compor o cenário para o começo do ano.
Analistas acompanham o Boletim Focus do Banco Central, que divulga projeções de inflação, juros e câmbio, e os dados da balança comercial de dezembro. No radar também estão os indicadores industriais nos Estados Unidos, que dão sinais sobre o desempenho do setor manufatureiro global.
Logo cedo, às 8h25, o Banco Central divulga o Boletim Focus, pesquisa semanal que reúne expectativas de analistas para inflação, juros e crescimento econômico.
No levantamento de 29 de dezembro, os economistas reduziram ligeiramente as projeções para a inflação, mantendo a mediana do IPCA de 2025 em 4,32% — o sétimo corte consecutivo — e a de 2026 em 4,05%, a sexta redução seguida.
A taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano, deve começar a cair em março, na avaliação de parte dos investidores, com expectativa de encerrar 2026 em 12,25%, e chegar a 10,5% ao final de 2027, segundo a mediana das estimativas.
No radar doméstico também estão os dados da balança comercial de dezembro, que serão divulgados às 15h. Até a segunda semana de dezembro, o superávit comercial acumulado era de US$ 1,5 bilhão, com exportações de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões, totalizando uma corrente de comércio de US$ 12,4 bilhões.
O cenário internacional também atrai atenção: nos Estados Unidos, estão previstas para hoje, às 12h, a divulgação do Índice ISM de Emprego no setor manufatureiro, dos Preços no Setor Manufatureiro, do Índice de Novos Pedidos ISM e do total de vendas de veículos em dezembro. Esses indicadores ajudam a traçar o panorama da indústria americana.
O primeiro pregão do ano foi marcado por uma virada nas negociações do Ibovespa. Após abrir em alta, o Ibovespa virou para queda e fechou a sexta-feira, 2, em queda de 0,36%, aos 160.538 pontos
O índice, que teve o melhor desempenho em nove anos em 2025, com alta de quase 34%, iniciou 2026 em terreno de ajustes.
Já o dólar manteve a trajetória de desvalorização frente ao real, ao cair 1,18% e encerrar a sessão a R$ 5,424 na sexta.