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Ibovespa acompanha NY, vira para alta e se mantém perto de novo recorde

A virada acompanha o desempenho das bolsas de Nova York, que iniciaram o pregão em alta

Ibovespa vira: por volta das 12h50, o principal índice acionário da B3 subia 0,21%, aos 186.685 pontos (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa vira: por volta das 12h50, o principal índice acionário da B3 subia 0,21%, aos 186.685 pontos (Germano Lüders/Exame)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 12h52.

Após renovar o recorde de fechamento na véspera, o Ibovespa abriu as negociações desta terça-feira, 10, em queda, mas apagou as perdas no início da tarde e passou a operar no campo positivo. Por volta das 12h50, o principal índice acionário da B3 subia 0,21%, aos 186.685 pontos, movimento que mantém o mercado próximo de um novo recorde de fechamento.

A virada acompanha o desempenho das bolsas de Nova York, que iniciaram o pregão em alta. No mesmo horário, o Dow Jones avançava 0,52%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq registravam ganhos de 0,23% e 0,22%, respectivamente.

Mais cedo, às 10h30, o Ibovespa chegou a recuar 0,37%, aos 185.554 pontos, em um movimento de realização de lucros após o índice ter encerrado a segunda-feira, 9, em nova máxima histórica de fechamento, aos 186.242,99 pontos, com alta de 1,80%, puxado principalmente pelas ações de maior peso, como bancos, Petrobras e Vale.

Ao longo do pregão, porém, o humor externo mais favorável ajudou a sustentar a recuperação do índice brasileiro, enquanto os investidores seguem atentos à divulgação de dados de inflação e à temporada de balanços no Brasil e no exterior.

No cenário macroeconômico doméstico, o destaque do dia é a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A inflação oficial do país subiu 0,33% em janeiro, mesmo resultado observado em dezembro de 2025.

Com isso, o acumulado em 12 meses avançou para 4,44%. Em janeiro do ano passado, o índice havia registrado alta de 0,16%. O resultado veio levemente acima da mediana das estimativas de mercado, que apontava avanço de 0,31%.

Segundo o IBGE, os principais impactos no resultado do mês vieram de movimentos opostos nos preços administrados. Enquanto a gasolina teve alta de 2,06%, a energia elétrica residencial recuou 2,73%, ajudando a conter uma pressão inflacionária ainda maior.

"Existem desafios importantes que observamos no curto prazo. Ou seja, embora a inflação do serviço tenha vindo num patamar baixo, puxado por queda de passagens aéreas e devolução dos preços de transportes por aplicativos, que subiram bastante no final do ano passado, em dezembro, a parte ligada à atividade econômica e ao mercado de trabalho ainda segue bem pressionada", afirma Julio Barros, economista do Banco Daycoval.

Segundo o economista, isso não muda o cenário de expectativa de início de corte de juros em 0,25% em março que projeta a instituição, mas ele não descarta que os novos dados podem mudar a percepção e o Banco Central pode evidentemente começar com cortes mais intensos.

Dados de emprego nos EUA e balanços no radar

No cenário internacional, os investidores acompanham balanços corporativos e aguardam dados relevantes ao longo da semana, com destaque para o relatório de emprego dos Estados Unidos.

O índice do custo do emprego no país subiu 0,7% no quarto trimestre de 2025 em relação aos três meses imediatamente anteriores, de acordo com dados do Departamento do Trabalho. O resultado ficou levemente abaixo do esperado por participantes do mercado, que projetavam aumento de 0,8% do indicador.

Na comparação com o quarto trimestre de 2024, o custo do emprego apresentou um aumento de 3,4%. Além disso, as vendas no varejo dos Estados Unidos ficaram estáveis em dezembro ante o mês anterior, segundo dados do Departamento de Comércio americano, totalizando US$ 735 bilhões. O desempenho das vendas ficou abaixo do consenso de alta de 0,4% de analistas.

Nesta terça-feira, a agenda norte-americana inclui discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), o que pode trazer novas sinalizações sobre a condução da política monetária.

A expectativa predominante é de manutenção dos juros na reunião de março, com dois cortes precificados pelo mercado para o segundo semestre. Nesse ambiente, o dólar subia 0,27%, cotado a R$ 5,202, depois de caído ontem ao menor valor desde 28 de maio de 2024.

No Japão, o índice Nikkei renovou máximas históricas, sustentado pela expectativa de uma política fiscal mais expansionista após a vitória eleitoral expressiva da primeira-ministra Sanae Takaichi.

No Brasil, além do IPCA, os investidores monitoram outros indicadores de preços, dados da indústria, operações do Banco Central no mercado cambial e compromissado, além de compromissos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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