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Ibovespa opera com pressão de Vale e bancos; Petrobras sobe

Já o dólar comercial avança em linha com a valorização da moeda americana no exterior

Ibovespa: mercado acionário brasileiro iniciou a sessão desta sexta-feira, 17, em tom de cautela, acompanhando o aumento da aversão ao risco no exterior (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa: mercado acionário brasileiro iniciou a sessão desta sexta-feira, 17, em tom de cautela, acompanhando o aumento da aversão ao risco no exterior (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 17 de julho de 2026 às 10h49.

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O mercado acionário brasileiro iniciou a sessão desta sexta-feira, 17, em tom de cautela, acompanhando o aumento da aversão ao risco no exterior. A pressão sobre as ações de tecnologia derrubou as bolsas na Ásia e pressiona também os índices da Europa e de Nova York, que operam em queda. No Brasil, o Ibovespa fechou os leilões em leve queda e, por volta das 10h45, rondava a estabilidade, com leve baixa de 0,05%, aos 173.741 pontos.

O dólar comercial abriu em alta e era negociado a R$ 5,132, avanço de 0,65%, em linha com a valorização da moeda americana no exterior. Os juros futuros também avançavam ao longo da curva, refletindo o ambiente de maior incerteza global.

O DI para janeiro de 2027 subia para 13,885%, enquanto os contratos para 2028, 2029, 2031 e 2033 também registravam altas. Em contrapartida, o rendimento da T-note de dez anos dos Estados Unidos recuava de 4,559% para 4,525%.

Petróleo volta a subir forte

O noticiário geopolítico segue no radar dos investidores. Nesta sexta, os países aumentaram os ataques na região do Golfo. Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que as forças americanas iniciaram, na véspera, "uma nova onda de ataques contra o Irã pela sexta noite consecutiva, com o objetivo de degradar ainda mais as capacidades militares iranianas".

Teerã respondeu com mísseis e drones direcionados a bases militares dos EUA em países vizinhos, incluindo uma barragem de ataques contra uma base aérea recentemente ampliada na Jordânia. A tensão na região voltou a elevar os preços do petróleo no mercado internacional.

Por volta das 10h30, o barril do Brent subia 3,03% para US$ 86,73 por barril na ICE, enquanto o WTI para agosto tem alta de 3,37%, a US$ 81,61 por barril na Nymex. Ambos os contratos de referência apresentam alta de quase 12% nesta semana, o Brent tem a terceira semana consecutiva de alta e o WTI, a segunda.

Blue chips recuam e Petrobras avança

Com avanço da commodity algumas petroleiras compõem as principais 10 altas do dia. As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3 e PETR4) sobem 1,81% e 2,13%, respectivamente.

Apesar do peso dos papéis, as demais blue chips, ações de grandes empresas, recuam. É o caso de Vale (VALE3) que cai 1,03% e de todos os grandes bancos, que estendem as perdas da sessão anterior.

Na agenda doméstica, o destaque ficou para o IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador avançou 0,10% em maio na comparação com abril, acima da expectativa do mercado, que previa queda de 0,2%. O resultado reforçou a percepção de resiliência da atividade econômica brasileira.

Nos Estados Unidos, além da evolução do conflito no Oriente Médio, os investidores acompanham a divulgação do índice de sentimento do consumidor, que traz novas informações sobre as expectativas de inflação de curto e médio prazo e pode influenciar as apostas para a trajetória dos juros americanos.

"Os movimentos do dólar e do Ibovespa refletem uma mesma reação: a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã elevou a aversão ao risco, fortaleceu a moeda americana e pressionou os ativos de mercados emergentes. A queda das ações de fabricantes de chips no exterior acrescenta cautela ao pregão e reduz o apetite por Bolsa", afirma Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.

Bolsas globais recuam

Os principais índices dos Estados Unidos abriram em forte queda nesta sexta. O Dow Jones recua 0,83%, enquanto Nasdaq caía 1,86% e S&P 500 cede 1,23%. Entre os destaques negativos estavam as ações da Advanced Micro Devices (AMD), Dell Technologies e Intel, que recuam fortemente.

Uma das maiores baixas, contudo, era da Intuitive Surgical, que despencava 10% após a empresa de robótica para o setor de saúde manter inalteradas suas projeções de resultados, apesar de ter apresentado um desempenho positivo no segundo trimestre. Já a Netflix caía mais de 5%, pressionada pela divulgação de resultados abaixo do esperado e pelo anúncio de mudanças na forma de compartilhamento de dados de engajamento com os acionistas.

Na Ásia, as bolsas fecharam em forte baixa à medida que uma forte liquidação de ações de chips e outras ligadas à inteligência artificial arrastou os mercados para baixo.

Liderando as perdas, o índice Taiex despencou 6,47% em Taiwan, a 42.671,27 pontos, um dia após a TSMC, maior fabricante de semicondutores por contrato do mundo, anunciar que planeja investir mais US$ 100 bilhões para expandir sua capacidade de produção nos Estados Unidos. A ação da TSMC caiu 7,29%.

O índice do Japão, Nikkei recuou 4,03%, a 64.141,12 pontos, na China continental, o Xangai Composto caiu 3,05%, a 3.764,15 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 5,25%, a 2.434,08 pontos, registrando a maior queda diária desde abril de 2025. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,78%, a 24.562,24 pontos.

Na Europa, os principais índices também operam em queda. Às 10h22 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,84%, assim como as bolsas da Alemanha (DAX) e França (CAC) que caem mais de 0,80% também.

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