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Prévia do PIB e inflação e confiança nos EUA: o que move os mercados

O foco agora se volta para uma sequência de dados sobre atividade econômica, inflação e confiança no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa

Agenda do mercado: a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o IGP-10 de julho (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

Agenda do mercado: a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o IGP-10 de julho (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

Publicado em 17 de julho de 2026 às 05h30.

Os mercados iniciam esta sexta-feira, 17, com uma agenda carregada de indicadores capazes de testar o humor dos investidores após um pregão marcado pela aversão ao risco.

Depois de o Ibovespa recuar mais de 1% na véspera, pressionado pelo agravamento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, pela força do dólar e pela queda de ações de peso, como Vale, Petrobras e grandes bancos, o foco agora se volta para uma sequência de dados sobre atividade econômica, inflação e confiança no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.

O que acompanhar

No Brasil, as atenções se concentram sobre dois indicadores importantes. Às 8h, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o IGP-10 de julho, índice que mede a variação de preços entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência. Em junho, o indicador registrou queda de 0,3%, e a expectativa do mercado é de uma deflação ainda mais intensa, de 1,0%.

Na sequência, às 9h, o Banco Central publica o IBC-Br de maio, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O índice mostrou alta de 0,5% em abril e será acompanhado de perto pelos investidores em busca de sinais sobre o ritmo da atividade econômica brasileira.

No exterior, o dia começa cedo com dados da zona do euro. Às 5h, o Banco Central Europeu divulga o saldo das transações correntes.

Uma hora depois, a Eurostat publica a leitura final da inflação ao consumidor (CPI) de junho e do núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia. As projeções apontam para desaceleração tanto da inflação cheia quanto da medida subjacente, em um momento em que o mercado segue monitorando o espaço para novos movimentos de política monetária na região.

A agenda americana concentra boa parte das atenções ao longo da manhã. Às 9h30, serão conhecidos os dados de construção de moradias iniciadas, permissões para novas obras e os preços de importação e exportação de junho, indicadores que ajudam a medir tanto o nível de atividade quanto as pressões inflacionárias na maior economia do mundo.

Já às 10h15, o Federal Reserve (Fed) divulga os números da produção industrial de junho. Encerrando a agenda, às 11h, saem a leitura preliminar de julho do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan e as expectativas de inflação para um e cinco anos, indicadores frequentemente acompanhados pelo banco central americano por influenciarem as expectativas dos agentes econômicos.

No cenário político doméstico, esta sexta também marca o último dia de atividade do Congresso Nacional antes do recesso parlamentar.

Aversão ao risco pesou na véspera

Na véspera, o mercado brasileiro foi dominado pelo aumento da cautela dos investidores. O Ibovespa caiu 1,24%, aos 173.825 pontos, pressionado pela confirmação da tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor em 22 de julho. O movimento atingiu especialmente empresas exportadoras e ações ligadas ao ciclo econômico, como Vale, Petrobras e os grandes bancos.

No câmbio, o dólar à vista avançou 0,40%, encerrando o dia cotado a R$ 5,098. A valorização da moeda americana refletiu tanto o fortalecimento global do dólar após dados mais fortes do varejo nos Estados Unidos quanto as declarações de dirigentes do Federal Reserve defendendo juros elevados por mais tempo.

No cenário doméstico, a escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos reforçou o movimento de busca por ativos considerados mais seguros.

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