Painel com cotações na B3, a bolsa brasileira (Germano Lüders/Exame)
Redação Exame
Publicado em 28 de novembro de 2025 às 10h15.
Última atualização em 28 de novembro de 2025 às 16h14.
O Ibovespa ultrapassou nas negociações desta sexta-feira, 28, os 159 mil pontos pela primeira vez na história e renovou, pela terceira vez no dia, o recorde intradiário ao bater a marca dos 159.186 na primeira hora do pregão, chegando a 159.423 de pontuação.
Às 14h30, o principal índice da B3 mantinha o avanço a 0,55%, com 159.231 pontos, próximo de alcançar novo patamar histórico de 160 mil pontos. A alta é puxada pelas ações dos grandes bancos e da Vale (VALE3), todas de peso na composição do Ibovespa e mostra uma recuperação ao pregão anterior em que a bolsa fechou em leve baixa.
Por outro lado, a queda nos papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) acima dos 2% limitam avanços maiores. O pessimismo com a empresa tem por trás a reação negativa do mercado com o Plano de Negócios 2026-2030, aprovado ontem à noite pelo conselho de administração.
Como esperado, a petrolífera reduziu os aportes previstos até 2030. Agora ela prevê um investimento de US$ 109 bilhões, queda de 1,8% em relação à projeção anterior. Mas os investidores veem riscos na proposta como menos folga no caixa, investimentos altos no curto prazo, que podem reduzir os dividendos, segundo analistas de grandes bancos.
Assim como a bolsa brasileira, o dólar também contrastava com o encerramento da última sessão e, às 15h55, recuava 0,41%, cotado a R$ 5,330.
Os negócios com ações acontecem novamente em um ambiente de liquidez reduzida. As bolsas dos Estados Unidos, que fecharam na sessão passada em função do Dia de Ação de Graças, reabriram hoje mas com horário reduzido, até as 15h (horário de Brasília).
Por lá, as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião em dezembro voltaram a embalar positivamente os principais índices locais. O Dow Jones subia 0,54% no fechamento; o S&P 500 encerrou com ganhos de 0,54% e o Nasdaq registrou alta de 0,65%.
Embora tenha sido a bolsa que mais avançou nesta sexta, o Nasdaq fechou o mês de novembro com queda de 1,51% pressionado pelo temor de uma bolha no setor de inteligência artificial (IA). Já o S&P 500 fechou o mês com leve alta de 0,13%, e o Dow Jones subiu 0,32%.
Com menor influência do fluxo externo, os investidores aqui no Brasil tendem a direcionar atenção para a bateria de indicadores locais.
O Banco Central divulga os dados consolidados do setor público, referência importante para avaliar a evolução das contas fiscais e o espaço para a política econômica nos próximos meses.
Após a divulgação do Caged, que mostrou uma forte retração na criação de vagas de trabalho em outubro, hoje sai a PNAD Contínua do trimestre encerrado em outubro, incluindo a taxa de desemprego e a massa salarial. Esses são indicadores-chave para medir o ritmo da atividade e o poder de compra das famílias.
O Bradesco BBI projeta a taxa de desemprego em 5,6%, o que representa uma pequena alta em termos dessazonalizados.