Ibovespa hoje: bolsa retoma os 117 mil pontos com impulso da Petrobras

Alta do petróleo e do minério de ferro sustentaram índice; Vale e siderúrgicas também avançaram
Painel de cotações na B3 (Germano Lüders/Exame)
Painel de cotações na B3 (Germano Lüders/Exame)
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Guilherme Guilherme e Beatriz Quesada

Publicado em 05/10/2022 às 10:30.

Última atualização em 05/10/2022 às 17:22.

O Ibovespa teve seu terceiro pregão consecutivo de ganhos nesta quarta-feira, 5, ignorando o dia negativo no mercado internacional. 

Após ensaiar um ajuste na véspera, o principal índice da B3 retomou a força e deu sequência aos fortes ganhos registrados após o primeiro turno das eleições. O Ibovespa fechou o pregão acima dos 117.000 pontos, o que não ocorria desde abril.

Nesta quarta, a bolsa foi sustentada pelas altas do setor de commodities. As petrolíferas foram o grande destaque positivo, liderando os ganhos do dia à medida que acompanham os ganhos do petróleo no mercado internacional.

A alta de 2% nos preços do petróleo veio após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciar um corte de produção de 2 milhões de barris. O mercado já esperava um corte, mas o que anunciado hoje foi o maior desde o início da pandemia. 

Com a expectativa de queda da oferta, a commodity avançou, dando força às petroleiras. 

A Petrobras (PETR3/PETR4) liderou os ganhos do Ibovespa hoje depois da correção da véspera. Vale lembrar que as ações da estatal dispararam quase 9% na segunda-feira com o resultado do primeiro turno das eleições.

Já as privadas 3R Petroleum (RRRP3) e Prio (PRIO3) subiram pelo segundo dia consecutivo. 

Com a maior participação do índice, a mineradora Vale (VALE3) saltou 1,5%, acompanhando a alta do minério de ferro no mercado de Singapura. A siderúrgica CSN (CSNA3) também avançou e ficou entre os principais destaques do dia.

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Correção nas bolsas do exterior

Já as bolsas estrangeiras, que vieram de dois dias de um intenso rali de alta, passaram por ajuste e fecharam o dia em queda.

  • Dow Jones (Nova York): - 0,14%
  • S&P 500 (Nova York): - 0,20%
  • Nasdaq (Nova York): - 0,25%
  • Stoxx 600 (Europa): - 1,02%

O tom negativo no exterior teve como pano de fundo dados mais fortes que o esperado para o mercado de trabalho americano, divulgados nesta manhã. Foram criados 208.000 empregos privados em setembro, segundo ADP, ficando acima do consenso de 200.000. O número também superou a criação de empregos privados do mês anterior, que foi revisada para 185.000.

O desempenho acima do esperado para o mercado de trabalho nos Estados Unidos veio em direção contrária às expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não precisaria subir tanto os juros para controlar a inflação – percepção que esteve por trás do rali do início da semana. Os números também alimentam as expectativas para os dados oficiais de desemprego que serão divulgados na sexta-feira, 7.