Agenda do mercado: no exterior, o foco se volta para indicadores de atividade e emprego, em um pregão que marca a retomada das negociações nos Estados Unidos após o feriado de Martin Luther King (Matteo Colombo/Getty Images)
Repórter
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 05h30.
Os mercados iniciam esta terça-feira, 20, com uma agenda esvaziada de indicadores macroeconômicos no Brasil. Sem divulgação de dados locais, a principal referência doméstica do dia fica por conta do Tesouro Nacional, que realiza, às 11h30, leilões de LFTs e NTN-Bs.
No exterior, o foco se volta para indicadores de atividade e emprego, em um pregão que marca a retomada das negociações nos Estados Unidos após o feriado de Martin Luther King, que manteve os mercados americanos fechados na segunda-feira, 19. A reabertura de Wall Street tende a devolver liquidez e direção aos ativos globais.
No Reino Unido, a atenção recai sobre o mercado de trabalho. Às 4h (horário de Brasília), o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) divulga a taxa de desemprego e a média trimestral de salários referentes a novembro. Os dados são acompanhados de perto por seu potencial de influenciar as expectativas para a política monetária britânica.
Na zona do euro, a Alemanha concentra as atenções do dia. Às 4h, o instituto Destatis divulga o índice de preços ao produtor (PPI) de dezembro, indicador que sinaliza pressões inflacionárias ao longo da cadeia produtiva. Mais tarde, às 7h, o índice ZEW, de sentimento econômico, traz a avaliação atual e as expectativas de analistas e investidores para a maior economia da Europa.
Nos Estados Unidos, o principal indicador da agenda é a criação de empregos no setor privado, medida pela ADP, com divulgação prevista para as 10h15.
O dado é observado como um termômetro preliminar do mercado de trabalho americano. Na leitura mais recente, referente às quatro semanas encerradas em 20 de dezembro, a economia dos EUA criou, em média, 11.750 vagas por semana no setor privado, acima das 11.000 vagas registradas anteriormente, indicando aceleração no ritmo de geração de empregos.
A agenda americana também inclui leilões de títulos do Tesouro e a divulgação dos estoques semanais de petróleo, que costumam impactar os preços da commodity e os ativos ligados ao setor de energia.
No campo político, os investidores acompanham os desdobramentos do Fórum Econômico Mundial, em Davos. A expectativa é que a presença do presidente dos EUA, Donald Trump, domine a agenda do evento em meio às tensões geopolíticas.
Segundo o Fórum Econômico Mundial, Trump deve chegar à cidade suíça na noite desta terça e discursar na principal plenária do congresso às 10h30 (horário de Brasília). A agenda oficial do presidente é mantida em sigilo, mas há expectativa de encontros com autoridades e empresários na noite de quarta, 21.