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Fabricante da Barbie, Mattel cai mais de 30% na bolsa com vendas fracas

Fabricante de brinquedos também informou que comprou a fatia da NetEase, que produz o jogo de cartas "Uno!"

Mattel: papéis despencam após resultados fracos (Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Mattel: papéis despencam após resultados fracos (Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 11h29.

Última atualização em 11 de fevereiro de 2026 às 11h51.

Os papéis da Mattel (Nasdaq: MAT) despencaram 32% no pré-mercado, caminhando para a maior queda diária da história da companhia na bolsa, após a fabricante de brinquedos frustrar analistas com resultados fracos.

A companhia também emitiu uma previsão de lucro menor para 2026, o que colaborou para o mau humor dos investidores.

Os papéis sofreram um revés e apagaram totalmente a valorização, que acumulavam alta de 6,1% neste ano até o fechamento do pregão de ontem.

A Mattel reportou lucro por ação ajustado de US$ 0,39 no quarto trimestre, segundo comunicado divulgado na terça-feira, 10.

O resultado superou o registrado um ano antes, mas ficou abaixo da média das projeções do mercado, que apontava para US$ 0,54 por ação. A receita somou US$ 1,77 bilhão, também aquém das estimativas de US$ 1,84 bilhão.

A companhia atribuiu o desempenho a uma desaceleração nas vendas de dezembro nos Estados Unidos, que avançaram menos do que o esperado.

Para 2026, a fabricante de brinquedos projeta crescimento de receita entre 3% e 6% e lucro por ação ajustado na faixa de US$ 1,18 a US$ 1,30 — abaixo dos US$ 1,41 reportados em 2025.

Joint venture

Em meio a resultados fracos, a notícia de um grande investimento coincide com a queda dos papéis.

A Mattel informou que comprou a fatia da NetEase. A movimentação foi destacada pela Bloomberg no X como parte de um passo estratégico para reforçar a presença da companhia no segmento de games móveis.

A NetEase é uma empresa chinesa de tecnologia com forte atuação em jogos digitais. Atualmente, ela opera e ajuda a desenvolver a versão digital do Uno (e do Skip-Bo), da Mattel, para versões em celulares. Ou seja, ela contribui na adaptação, tecnologia e distribuição dos jogos digitais.

A aquisição integra um plano mais amplo de expansão do portfólio digital da fabricante de brinquedos, em meio ao avanço da demanda por entretenimento móvel. A parceria vinha convertendo os tradicionais jogos de cartas da marca para o ambiente digital, alcançando uma base relevante de usuários.

Com o controle integral do negócio, a Mattel pretende fortalecer suas iniciativas digitais e ampliar o engajamento com consumidores ao redor do mundo. Os valores envolvidos na transação não foram revelados.

Acompanhe tudo sobre:MattelJoint-venturesBalanços

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