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Amazon: demissões se estendem para 2023 e atingem mais de 18 mil funcionários

CEO atribui desligamentos às incertezas econômicas e pede aos que ficam para serem "criativos, engenhosos e desconexos"; ações sobem

Centro de Distribuição da Amazon no Brasil (Leandro Fonseca/Exame)

Centro de Distribuição da Amazon no Brasil (Leandro Fonseca/Exame)

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Guilherme Guilherme

Publicado em 5 de janeiro de 2023 às 08h39.

Última atualização em 5 de janeiro de 2023 às 09h34.

A onda de demissões da Amazon ainda não chegou ao fim. Em comunicado divulgado em seu próprio site, a companhia informou que novos desligamentos serão feitos neste ano e que irá informar os funcionários atingidos a partir de 18 de janeiro. No ano passado, a companhia dispensou milhares de funcionários às vésperas da Black  Friday.

A Amazon informou que costuma avisar os colaboradores impactados com antecedência, mas que decidiu se pronunciar sobre o tema devido ao vazamento para a imprensa. Na última noite, o Wall Street Journal havia antecipado a demissão de mais de 17.000 funcionário. Mas o buraco era ainda mais embaixo. Segundo o comunicado oficial da empresa, mais de 18.000 postos de trabalhos serão reduzidos entre esta leva de dispensas e a de novembro.

A empresa informou que "diversas áreas" foram afetadas, mas que as demissões se concentraram nas divisões Amazon Stores e na de tecnologia e soluções para a experiência das pessoas (PXT, na sigla em inglês).

O CEO da Amazon, Andy Jassy, atriubuiu a redução de mão de obra ao cenário de "incertezas econômicas" e ao acelerado ritmo de contratações dos últimos anos.

"Estou profundamente ciente de que essas demissões são difíceis para as pessoas, e não tomamos essas decisões levianamente ou subestimamos o quanto elas podem afetar a vida dos impactados", disse Jassy, em comunicado. Mas, segundo ele, os desligamentos foram necessários para manter a lucratividade da companhia. 

"Essas mudanças nos ajudarão a buscar nossas oportunidades de longo prazo com uma estrutura de custos mais forte", afirmou. 

Aos que ficam, Jassy deu o recado: "seremos criativos, engenhosos e desconexos neste momento em que não estamos contratando de forma expansiva e eliminando algumas funções".

O plano, complementou, é "ajustar onde gastamos nossos recursos e tempo e encontrar uma maneira de fazer mais para clientes a um custo menor".

As ações da Amazon sobem cerca de 2% no pré-mercado dos Estados Unidos.
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