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Antes da Black Friday, Amazon dá início ao maior plano de demissão em massa de sua história

Cerca de 10.000 colaboradores devem ser demitidos nesta semana, segundo o New York Times

Cendrto de Distribuição ( CD ) da Amazon em Cajamar/SP (Leandro Fonseca/Exame)

Cendrto de Distribuição ( CD ) da Amazon em Cajamar/SP (Leandro Fonseca/Exame)

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Guilherme Guilherme

Publicado em 16 de novembro de 2022, 09h11.

Última atualização em 16 de novembro de 2022, 17h01.

A Amazon iniciou os planos de demissão em massa, atingindo diversas áreas da empresa, segundo publicações de funcionários e ex-funcionários no Linkedin. Entre os setores estão os de recrutação, desenvolvimento de softwares, garantia de qualidade, entre outros.

Cerca de 10.000 colaboradores devem ser demitidos nesta semana, de acordo com o New York Times, equivalente a de 3% da mão-de-obra contratada pela empresa. As ações da Amazon caíram mais de 2% na segunda-feira, 14, data da reportagem.

Ainda segundo o New York Times, a Amazon já havia congelado contratações de equipes menores em setembro. O congelamento teria passado a valer para toda a empresa há duas semanas.

As demissões ocorrem a poucas semanas do período mais intenso de vendas do varejo, com a chegada da Black Friday, no fim do mês, e das compras de fim de ano associadas ao Natal.

Além da Amazon, outras big techs americanas foram atingidas por planos de demissão em massa. Na lista estão presentes Netflix, Tesla, Twitter, Coinbase e Meta. Como parte da redução de custos, inclusive, a dona do Facebook deve fechar seu escritório na Infinity Tower, um dos edifícios mais caros da capital paulista.

Ainda não há informações sobre se os planos de demissão da Amazon afetaram operações da varejista no Brasil.

As demissões nos Estados Unidos têm como pano de fundo a piora das perspectivas para a economia americana diante de taxas de juros e de inflação mais altas. Desde o início do ano, o Federal Reserve (Fed) subiu sua taxa de juro de próximo de 0% para o intervalo entre 3,75% e 4%, sendo que novas altas ainda estão previstas.

Os efeitos da desaceleração econômica já são sentidos nos balanços trimestrais das principais companhias americanas. Uma delas é a própria Amazon, que viu seu lucro líquido diminuir em 9% no terceiro trimestre. Pressionado pelo aumento de despesas, o lucro operacional da Amazon desabou 48% no período para US$ 2,5 bilhões.

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