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Bolsas sobem com inflação fraca nos EUA e aposta em corte de juros

Mercado reage positivamente a indicadores de preços nos EUA e acompanha balanços e ata do Fed nesta semana

Mercados globais: Bolsas avançam após inflação fraca nos EUA reforçar expectativa de corte de juros pelo Fed. (Getty Images)

Mercados globais: Bolsas avançam após inflação fraca nos EUA reforçar expectativa de corte de juros pelo Fed. (Getty Images)

Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 11h54.

Os mercados globais operaram em alta nesta segunda-feira após dados de inflação dos Estados Unidos abaixo do esperado reforçarem a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano.

Os negócios, porém, foram marcados por baixo volume, com os mercados dos EUA fechados pelo feriado do Presidents’ Day e as bolsas da China continental sem operar por conta do feriado do Ano-Novo Lunar. No Brasil, o Ibovespa também está fechado devido ao Carnaval.

Segundo a Bloomberg, os futuros do S&P 500 subiram 0,4%, enquanto o índice europeu Stoxx Europe 600 avançou 0,4%, com ações de bancos reagindo após as perdas da semana passada.

Os títulos públicos da Alemanha e os futuros de Treasuries ficaram estáveis, depois de os rendimentos dos papéis americanos de 10 anos tocarem o menor nível desde dezembro na sexta-feira.

Expectativa de corte de juros e efeito da IA no mercado

Com a divulgação de um índice de inflação mais fraco do que o esperado nos EUA, o mercado passou a precificar integralmente um corte de juros pelo Fed em julho, além de elevar a probabilidade de uma redução já em junho, segundo a Bloomberg.

Para Andrea Gabellone, da KBC Securities, o pano de fundo para as ações segue positivo após os dados de inflação, embora a dispersão entre setores deva aumentar com a leitura mais crítica sobre segmentos mais expostos à inteligência artificial.

Analistas ouvidos pelo site têm recomendado cautela com empresas mais vulneráveis a processos de “canibalização” provocados pela adoção de IA, especialmente nos setores de software, serviços corporativos e mídia. Uma equipe do JPMorgan Chase & Co. apontou risco maior para companhias cujos modelos de negócio podem ser substituídos por novas ferramentas de automação.

Já o Goldman Sachs Group Inc. lançou uma cesta de ações de software que busca se beneficiar da adoção de IA, enquanto vende papéis de empresas potencialmente mais afetadas pela disrupção tecnológica.

O portal destaca que a resiliência dos lucros corporativos nos EUA tem sido um fator de sustentação para o mercado acionário. Em entrevista à Bloomberg TV, Nataliia Lipikhina, do JPMorgan, afirmou que o crescimento médio de lucros das empresas nesta temporada de balanços gira em torno de 13%, o que sustenta uma visão mais construtiva para o S&P 500.

Na agenda da semana, investidores monitoram os dados de emprego privado da ADP, na terça-feira, e a ata da reunião de janeiro do Fed, na quarta, em busca de novos sinais sobre o ritmo da economia americana.

Em outros mercados, o ouro recuou para abaixo de US$ 5.000 por onça, com investidores realizando lucros após a alta da sessão anterior. O dólar operou estável. O Bitcoin foi negociado ao redor de US$ 69 mil após registrar a quarta queda semanal consecutiva.

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