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Goldman Sachs surpreende e vai pagar bônus de US$ 45 milhões a CEO

Fundado em 1869, o Goldman Sachs consolidou-se como uma das instituições financeiras mais tradicionais do mundo

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 20h29.

O Goldman Sachs anunciou um aumento de 21% na remuneração total do CEO David Solomon em 2025. O executivo receberá US$ 47 milhões, valor superior aos US$ 39 milhões registrados no ano anterior.

O pacote inclui salário-base de US$ 2 milhões e um bônus de US$ 45 milhões, composto por ações, pagamentos em dinheiro e participação em resultados.

Segundo o comitê de remuneração, o reajuste reflete o desempenho favorável para os acionistas, que inclui um avanço de 57% no retorno total ao acionista, aumento de 33% nos dividendos trimestrais e alta de 6,2% no valor contábil por ação, além de uma elevação de 27% no lucro por ação diluído e melhora de 230 pontos-base no retorno sobre o patrimônio médio.

Perfil da instituição

Fundado em 1869, o Goldman Sachs consolidou-se como uma das instituições financeiras mais tradicionais do mundo. Há duas décadas, é a empresa com maior receita em consultoria de fusões e aquisições.

Após a crise financeira global de 2008, o banco ampliou sua atuação em segmentos com receitas mais estáveis, como gestão de ativos e de fortunas, que representaram cerca de 30% da receita líquida após provisões ao final de 2025.

A instituição gera receitas por meio de atividades de banco de investimento, operações de mercado, crédito, gestão de ativos e patrimônio, além de um portfólio reduzido e em declínio de empréstimos de cartão de crédito ao consumidor.

Com valor de mercado de US$ 275,79 bilhões, o Goldman Sachs integra o setor de serviços financeiros, especificamente a indústria de mercados de capitais.

Goldman Sachs gasta mais com salários, mas promete corte de custo

Em palestra no ano passado, o CEO do Goldman Sachs Group Inc., David Solomon, defendeu o papel da inteligência artificial como fator de redução de custos futuros, enquanto o gigante de Wall Street reportava um aumento de 14% nos salários de seus funcionários.

A despesa com salários e benefícios da empresa subiu para US$ 4,7 bilhões no terceiro trimestre, encerrado em setembro, segundo um relatório de lucros. A cifra representa um aumento de 10% nos primeiros nove meses do ano em comparação com o período anterior.

Por sua vez, os gastos operacionais totais subiram 14% no trimestre, atingindo US$ 9,45 bilhões — 2% acima do período anterior. Este aumento deveu-se principalmente ao crescimento da compensação, que é um efeito colateral das taxas de consultoria adicionais geradas pelos banqueiros de investimento da empresa.

"A longo prazo, priorizamos a necessidade de operar de forma mais eficiente para entregar a empresa de forma contínua aos nossos clientes, auxiliados pelas nossas novas tecnologias de inteligência artificial", declarou Solomon.

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