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Banco Pan (BPAN4) registra queda de 7,2% no lucro do 2S22

Por outro lado, as receitas e a carteira de crédito aumentaram sensivelmente entre abril e junho de 2022
Banco Pan (BPAN4) (Banco Pan/Divulgação/Divulgação)
Banco Pan (BPAN4) (Banco Pan/Divulgação/Divulgação)
Carlo Cauti
Carlo Cauti

Publicado em 08/08/2022 às 10:45.

Última atualização em 08/08/2022 às 19:01.

O Banco Pan (BPAN4) divulgou nesta segunda-feira, 8, os resultados do segundo trimestre de 2022.

O lucro líquido do Banco Pan foi de R$ 364,51 milhões, em queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando tinha sido de R$ 391,76 milhões.

O lucro líquido ajustado no trimestre foi de R$ 194 milhões, em linha com os R$ 195 milhões registrados no trimestre anterior e em queda de 4% em relação aos R$ 202 milhões do mesmo período do ano passado.

Segundo o Banco Pan, "apesar de uma maior provisão de crédito nos últimos trimestres, mantivemos nosso lucro líquido principalmente devido a (i) manutenção da margem financeira robusta, (ii) controle das despesas totais e (iii) alocação de crédito consolidada".

O Retorno Sobre Patrimônio Médio (ROE, na sigla em inglês) anualizado foi de 11,9%, em queda em relação aos 13,3% registrado no trimestre anterior e em relação aos 14,7% do segundo trimestre do ano passado.

As receitas de intermediação financeira chegaram a R$ 6,86 bilhões, em alta de 47,05% em relação aos R$ 4,66 bilhões registrados entre abril e junho de 2021.

O resultado operacional do banco foi de R$ 428,31 milhões, em queda em relação aos R$ 554,29 milhões registrados no mesmo período de 2021.

Esse resultado foi provocado pelo aumento das despesas de intermediação financeira, que passaram de R$ 1,470 bilhão no segundo trimestre de 2021 contra R$ 3,53 bilhões de 2022.

Além disso, as despesas operacionais também aumentaram, passando de R$ 2,64 bilhões para R$ 2,89 bilhões entre abril e junho de 2021 e 2022.

As despesas administrativas e de pessoal totalizaram R$ 607 milhões no trimestre, em alta de 21,88% em relação aos R$ 498 milhões registrados nos mesmo período de 2021.

Segundo o Banco Pan, essa alta refletiu o impacto de despesas da Mosaico e custos adicionais com ajuizamento de veículos.

As despesas com originação somaram R$ 505 milhões ao final do trimestre, em queda em relação aos  R$ 524 milhões de abril-junho 2021, acompanhando os volumes de originação de crédito e aquisição de clientes.

Carteira de crédito do Banco Pan (BPAN4) em expansão no 2T22

A carteira de crédito do Banco Pan aumentou 11% no trimestre, passando de R$ 32,35 bilhões no 2T22 contra R$ 36,24 bilhões no 2T22.

A base de clientes aumentou 69% na comparação anual, atingindo 20,9 milhões.

No trimestre, o índice de inadimplência superior a 90 dias sobre a carteira foi de 6,7%, em queda em relação aos 6,8% registrados no 1T22. No caso de empréstimos vencidos no período entre 15 e 90 dias, essa porcentagem foi de 8,4%.

O banco aumentou sensivelmente as provisões para dívidas duvidosas na comparação anual.

A despesa líquida de provisão de créditos totalizou R$ 466 milhões entre abril e junho, em alta de 63,5% em relação aos R$ 285 milhões registrados no segundo trimestre de 2021.

O patrimônio líquido consolidado do Banco Pan totalizou R$ 7,71 bilhões no segundo trimestre do ano, em alta e relação aos R$ 5,55 bilhões do mesmo período do ano passado.

O Índice de Basileia gerencial (proforma), que mostra a solidez patrimonial dos bancos, encerrou o 2T22 em 17,0% frente aos 15,6% registrados no 2T21, todos compostos integralmente por Capital Principal.

Desde a consolidação com o BTG Pactual, o Índice de Basileia não é mais divulgado pelo Banco Pan.