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Microsoft quer recuperar o tempo perdido pela dependência na tecnologia de IA da OpenAI

Na conferência Build, a empresa destacou as iniciativas da companhia para se tornar um dos maiores laboratórios de IA, o que inclui o lançamento de seu primeiro modelo de raciocínio

A Microsoft deixou de ter acesso exclusivo aos produtos da OpenAI em abril deste ano (Justin Sullivan/Getty Images)

A Microsoft deixou de ter acesso exclusivo aos produtos da OpenAI em abril deste ano (Justin Sullivan/Getty Images)

Ramana Rech
Ramana Rech

Redatora

Publicado em 6 de junho de 2026 às 10h17.

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Após o fim da parceria com a OpenAI, a Microsoft pretende chegar com sua própria tecnologia entre os maiores laboratórios de inteligência artificial do mundo. Foi isso que a empresa mostrou durante o seu evento de novidades, o Build, realizado na última semana. Entre as principais iniciativas estão um super aplicativo e seu primeiro modelo de raciocínio.

No evento, o chefe de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, apresentou o MAI-Thinking-1, primeiro modelo de raciocínio da empresa, junto com outros seis novos modelos focados em voz, imagem, voz, transcrição e codificação. Em referência a antiga parceria com a OpenAI, Suleyman mencionou que o MAI-Thinking-1 foi construído do zero e não foi treinado a partir de um modelo de IA de outra empresa.

O executivo destacou ainda que o modelo tem boa performance em parâmetros como codificação, além de um preço mais baixo e algumas tarefas do que modelos equivalentes da OpenAI. O MAI-Thinking-1 deve estar disponível primeiro para clientes corporativos da Microsoft.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, destacou o lançamento recente da Microsoft, a ferramenta de segurança cibernética MDASH, que utiliza agentes IA para encontrar vulnerabilidades em sistemas. A ferramenta concorre com o Claude Mythos, da Anthropic, lançado em abril para um número restrito de organizações sob a justificativa do risco que representaria se disponível amplamente.

Durante a conferência, a empresa também aproveitou para promover seu super aplicativo do Copilot, que integra agentes na plataforma de código aberto OpenClaw. Os agentes chamados de Autopilots visam ajudar na interface de usuário. Segundo Nadella, são agentes autônomos que estão de acordo com compliance da empresa, o primeiro deles é o Scout, anunciado pela empresa em nota nesta semana.

Cisão com OpenAI

A aposta da Microsoft em avançar com a IA por meio da OpenAI a deixou para trás na corrida pela tecnologia. De acordo com Suleyman, o momento central que levou a Microsoft a buscar sua própria tecnologia foi a renegociação do contrato com a OpenAI.

As duas empresas fecharam um acordo de renegociação em outubro de 2025 e, em abril deste ano, anunciaram o fim da cláusula de AGI, segundo a qual se a OpenAI declarasse ter alcançado a inteligência artificial geral, a Microsoft perderia parte de seus direitos sobre produtos e modelos desenvolvidos pela empresa.

Com o novo acordo, o acordo de licenciamento deixou de ser exclusivo, embora a Microsoft siga como principal parceira de nuvem da OpenAI. O fim da exclusividade reduziu um dos principais diferenciais da Microsoft no desenvolvimento da IA generativa.

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